Virgindade Perpétua

30-11-2011 00:34

 

Muitas vezes a virgindade de Maria foi atacada pelos hereges. É verdade da fé católica que Nossa Senhora ficou perfeitamente sempre virgem, antes do parto, no parto e depois do parto.

 

No Símbolo apostólico diz-se: "Nascido de Maria Virgem"; nas antigas liturgias é frequente o título de Maria sempre virgem. O Concílio de Constantinopla II (553) declarou "Encarnou da gloriosa Theotókos e sempre Virgem Maria" (DS 427). No Concílio Latarense do ano 649 define-se Maria Imaculada, sempre virgem, que concebeu sem concurso de homem e ficou também intacta depois do parto. Uma bula de Paulo IV (Cum quorumdam hominum, 7.8.1555) declarou que Maria foi virgem antes do parto, no parto e depois do parto (cf. DS 993).

 

Na Sagrada Escritura temos o famoso trecho de Isaías 7, 14: "Eis que uma virgem conceberá e dará a luz a um filho e o chamará Deus connosco". O texto é certamente messiânico e portanto a Virgem é Maria. No Evangelho cita-se esta profecia (Mt. 1, 18-23) e conta-se com exactas palavras o nascimento virginal de Jesus, por obra do Espírito Santo. Os Padres da Igreja, no trecho de Ez. 44,2 vêem a virgindade de Maria depois do parto: "este pórtico ficará fechado. Não se abrirá e ninguém entrará por ele, porque por ele entrará Iahweh, o Deus de Israel, pelo que permanecerá

fechado".

 

Toda a Tradição concorda em defender a Virgindade Perpétua de Maria: Santo Agostinho afirma: "A Virgem concebeu, a Virgem ficou grávida, a Virgem deu á luz, a Virgem é virgem perpétua". A razão teológica deste dogma é clara e tão simples, ela está na divindade do Verbo e na maternidade de Maria, ao qual repugnou toda a corrupção.