Viagem de Conchita a Santander

12-09-2013 18:21

 

 

No início de Agosto, Conchita falou com o Padre Luís Luna, que era parente chegado da sua família, a fim de levá-la a Santander, pois tinha sido convidada pelo senhor Bispo de Santander a visitá-lo. Na véspera deste acontecimento, apareceu em Garabandal um Padre com uma túnica totalmente branca e que chamou a atenção de todos, porque nunca um religioso daquela Ordem havia lá estado.

Neste dia, Aniceta, a mãe de Conchita, mandou a filha perguntar a NOSSA SENHORA, se era conveniente que ela, Conchita, fosse a Santander.

Eram seis horas da tarde e as meninas já caminhavam para o “Quadrado” (o espaço reservado em troncos de madeira que fizeram na “Calleja” para protegê-las das multidões), quando encontraram quatro sacerdotes que lhes deram um pacote de caramelos. Enquanto estavam a fazer a divisão dos caramelos sentiram o “segundo chamamento”. Largaram o pacote dos caramelos para trás e “voaram” para o local de costume da aparição. Assim que se ajoelharam, NOSSA SENHORA apareceu. E como elas estavam curiosas em saber que padre era aquele, vestido de branco, perguntaram à VIRGEM MARIA. Ela não respondeu, apenas sorriu. As meninas curiosas insistiram, e então, Ela disse que era um Padre Dominicano.

Conchita perguntou também se ela devia ir a Santander, a VIRGEM não disse que não. Na verdade, em Santander, o povo de lá estava convivendo com a dúvida sobre as aparições: uns afirmavam que era auto-sugestão por parte de Conchita e transmitida às demais por etero-indução, também falavam em hipnotismo, em histeria, e sempre que faziam alguma acusação, logo desencadeava outras hipóteses, reclamando a necessidade da abertura de um interrogatório amplo sobre os fenómenos de Garabandal, a fim de deixar aparecer à verdade. Por isso levaram Conchita para esclarecer muitas ocorrências, sendo submetida a uma verdadeira prova. No primeiro dia em Santander, 27 de Julho, no horário que sempre acontecia a manifestação sobrenatural em Garabandal, Conchita entrou em êxtase junto a "Igreja de La Consolación" e teve uma aparição em Santander. Naquele mesmo horário, nos “Pinheiros” em Garabandal, as outras três meninas também tiveram a Aparição e, NOSSA SENHORA disse-lhes, que naquele mesmo momento, Ela estava a aparecer também a Conchita em Santander. Posteriormente, Conchita contou que em Santander fizeram muitas provas com ela, ou seja, tanto os médicos, como os sacerdotes, fizeram testes de todos os modos, para ver se o êxtase em que ela estava, era verdadeiro ou não.

Terminada a Aparição levaram Conchita para a "Sacristia da Igreja da Consolación" e um sacerdote e um médico fizeram-lhe muitas e muitas perguntas. O sacerdote era o Padre Francisco de Odriozola e o médico era Dr. Piñal. Eles falavam com ela:

- “Como é que fazes estas coisas? Está louca? Porque enganas o mundo desse modo”?

Depois o Doutor disse:

- “Fica firme e olha no meu nariz, que vou-te hipnotizar”!

Quando ele disse para ela olhar para o nariz dele, Conchita não aguentou, riu-se, e então ele zangou-se dizendo:

- “Não te rias, isto não é brincadeira, é coisa séria”.

E assim terminou este dia. Conchita afirma que depois, não lhe fizeram mais perguntas.

No dia seguinte, em companhia de outros médicos, levaram a menina a um médico chamado Dr. Morales, que também na sua sala tinha outros médicos. Ela foi examinada e todos disseram a mesma coisa, que estava tudo bem e que as aparições eram um sonho e que ela foi conduzida a Santander para se distrair, a fim de se esquecer de tudo aquilo que havia passado e assim, não voltaria a ter mais aparições. A senhora Aniceta, mãe da menina, ficou tão convencida com a palavra dos médicos, acreditando que tudo aquilo era uma fantasia da mente, que deixou a filha em Santander e regressou a Garabandal.

Umas sobrinhas e uma irmã do Padre Odriozola, todos os dias iam a casa em que a Conchita ficou hospedada, para levá-la a passear, e também na praia, pois ela nunca tinha visto antes pois só conhecia o mar pelo nome. Como ela ia todos os dias à praia a VIRGEM não lhe apareceu mais. E assim ficou, até que oito dias depois, um senhor, Dom Emílio Del Valle Egocheaga interferiu, porque sentiu que não era justo, nem correto proceder daquela maneira com uma menina tão pequena, e por isso mandou avisar a mãe dela em Garabandal. Conchita disse que guardará o nome desse homem por toda a sua vida, pelo grande favor que ele lhe prestou. Sua mãe, veio buscá-la, e assim, depois de tudo, todos se portaram bem com ela e terminou a sua visita a Santander com beijinhos e sorrisos.

Quando chegou a Garabandal de regresso, muitos sacerdotes e diversas pessoas foram ao encontro dela, com carinho e alegria, dizendo que a Loli e a Jacinta ouviram da aparição que ela estava voltar para Garabandal. Então, todos foram recebê-la.

FIM

Traduzido para língua portuguesa pelo apostolado de Garabandal em Portugal