Uma predilecção especial pelos Sacerdotes em Garabandal - NOVO

10-02-2011 16:55

A visita de sacerdotes a Garabandal durante o tempo das aparições foi inevitável, em especial a visita constante do Padre Valentim Marichalar, pároco não residente, que para além de Garabandal também ministrava na aldeia vizinha do Cosio.

No dia a seguir às aparições, o Padre Valentim Marichalar subiu aos “ pinos[1]” para questionar as crianças acerca dos rumores que ele próprio tinha ouvido relativamente aos acontecimentos ali ocorridos no dia anterior. Ele estava a tomar conta da sua responsabilidade, pelo facto de ser pároco desta comunidade. Nesse dia, ele encontrou três das quatro meninas videntes, Conchita, Mari-Loli e Jacinta, no caminho de suas casas para a escola local e Mari-Cruz já na sua casa. Ele deu uma sugestão: que da próxima vez que elas tivessem a aparição, perguntassem qual era o nome do Anjo e sobre a razão da sua vinda. A sugestão foi aceite com bom agrado por parte das meninas videntes. Essas perguntas foram feitas ao próprio Anjo no dia 21 de Junho de 1961 (a primeira aparição do Anjo foi a 18 de Junho de 1961) em obediência ao pároco Valentim Marichalar. No entanto, o Padre Valentim Marichalar teve que esperar mais algum tempo até que ficasse a saber sobre a verdadeira identidade do Anjo. O nome só ficou a saber-se no dia em que Nossa Senhora apareceu pela primeira vez e Ela revelou o seu nome, chamava-se Anjo S. Miguel. As quatro meninas videntes chegaram a falar com Nossa Senhora sobre o Padre Valentim Marichalar que descreveram-no como sendo um sacerdote muito bom.

[1] Local principal das aparições de Nossa Senhora e do Anjo. Este local fica situado um pouco mais acima da aldeia de Garabandal
 

 

Muitos outros sacerdotes também acabaram por se envolver nos acontecimentos de Garabandal. Acreditando nesses acontecimentos de forma favorável estiveram: os irmãos Andreu, o Padre Luís e o Padre Ramon, o Padre José Garcia de la Riva, bem como a presença de muitos teólogos que fizeram registos daquilo que observaram em Garabandal. Também existiram sacerdotes que demonstraram possuir opinião desfavorável, como foi o caso do Padre Luís Odriozolla, Padre Francisco Pajares, entre outros. No geral, crentes ou não crentes tinham um ponto em comum, ambos demonstraram afecto, carinho e respeito pelos acontecimentos ali ocorridos.

 

Informações inquietantes

 

As meninas foram ensinadas pelos seus pais para terem sempre grande respeito pelos Sacerdotes. Na aparição de 29 de Agosto de 1961. Conchita ficou bastante impressionada com a informação inquietante que Nossa Senhora tinha-lhe transmitido em relação aos Sacerdotes. Conchita ao ficar admirada com tal informação exclamou da seguinte forma:” Não são os Sacerdote todos bons? “ No dia seguinte, Conchita em êxtase, ainda com admiração sobre o assunto, voltou a falar sobre o mesmo a Nossa Senhora: “ Eu pensava que todos os Jesuítas fossem bons.”

Cinco anos mais tarde, falando com a irmã Maria Nieves Garcia no internato em Burgos, lembrou-se novamente deste êxtase e disse: “ Antes de Nossa Senhora falar-me sobre esse assunto, eu pensava que os Padres eram todos bons. Nunca me tinha ocorrido que também eles cometiam pecados! Ao início eu era amiga de todos, mas notando que a minha confiança era erradamente interpretada por alguns, eu então mudei de atitude.”

 

Envolvimento dos Sacerdotes

No início destes acontecimentos, as meninas videntes demonstraram uma especial predilecção pelos Sacerdotes e religiosas. Frequentemente, elas tinham por hábito contar o número de Sacerdotes que chegavam à aldeia, observando os seus hábitos religiosos. Em muitos dos seus êxtases, elas falavam dos Sacerdotes com Nossa Senhora. Se lhe perguntassem, “ Quem queriam que viesse mais à sua aldeia “, elas quase sempre respondiam, “ Sacerdotes “.

 

 

O ponto mais alto que demonstrou todo este elevado carinho e afecto pelos Sacerdotes foi particularmente evidente durante dois êxtases, e isto ocorreu algum tempo antes de Conchita ter tido conhecimento sobre o estado das almas de alguns Sacerdotes. Esses êxtases ocorreram a 8 e a 16 de Agosto de 1961. Os irmãos Sacerdotes Luís e Ramon Andreu, seguiram bem de perto todos estes acontecimentos e tiraram deles algumas notas bastante detalhadas. Eles tornaram-se familiares entre as meninas videntes que os aceitaram sem qualquer dúvida ou medo.

 

 

No segundo êxtase do dia 8 de Agosto de 1961, o Padre Luís Andreu estava junto das meninas quando o próprio entrou também em êxtase. Enquanto ele permanecia no estado de êxtase, ele viu directamente a imagem de Nossa Senhora e o futuro milagre que um dia ocorrerá em Garabandal com o objectivo de convencer todo o mundo sobre a sua autenticidade. Aparentemente as meninas videntes não tiveram conhecimento sobre este futuro milagre, até ao dia 5 de Setembro de 1962 quando Conchita mencionou a ocorrência de um milagre em adição ao “ pequeno milagre “ (milagre da hóstia visível) que ocorreu neste mesmo ano de 18 para 19 de Julho. O padre Valentim Marichalar foi informado a respeito desse milagre, por volta do dia 24 de Setembro desse ano.

O padre Luís Andreu depois de ter visto o futuro milagre, exclamou por três vezes: “ Milagre”. As meninas videntes ficaram admiradas pelo facto de o terem visto no seu espaço de Visão, uma vez que uma das características dos êxtases era a total ausência do espaço do mundo que as rodeavam. Apenas tinham a visão de Nossa Senhora e do Anjo. Desta vez, tinham também a inclusão do Padre Luís Andreu no seu êxtase. Este acontecimento particular não ocorreu com mais ninguém, nem como nenhum outro Sacerdote, apenas com o Padre Luís Andreu.

 

 

Na madrugada do dia seguinte, durante a viagem de regresso a casa que realizou com alguns amigos seus, o Padre Luís Andreu morreu subitamente. O seu irmão, padre Ramon, apesar de ter tido conhecimento sobre a alegria que contagiou o padre Luís pouco tempo antes de morrer, a sua morte mesmo assim veio trazer-lhe uma grande depressão. O padre Luís Andreu faleceu a 8 de Agosto de 1961. No seu regresso a Garabandal, a 14 de Agosto, as quatro meninas videntes foram ao encontro do Padre Ramon e demonstraram-lhe toda a sua tristeza em relação à notícia do falecimento do seu irmão. Depois, elas informaram o próprio Padre Ramon que Nossa Senhora falou-lhes também sobre este incidente.

Antes do Padre Ramon ter assimilado esta informação que tinha sido comunicada pelas meninas videntes, ele disse-lhes que as tinha ouvido a dizer durante esse êxtase, que elas iriam voltar a falar com o Padre Luís Andreu, mas mais tarde. Para o Padre Ramon, tratava-se de notícias desoladoras. Ele não tinha qualquer expectativa nem convicção que isso fosse possível, uma vez que o seu irmão tinha já falecido. Nesse momento, ele ficou com a certeza que as meninas sofriam de um comportamento de auto-sugestão devido ao falecimento súbito do seu irmão Luís.

A continuação deste afecto para com os sacerdotes, ocorreu no êxtase do dia 16 de Agosto de 1961, na qual o falecido Padre Luís teve possibilidade de falar com as meninas videntes, apesar de o próprio não ter estado visível para elas. Isto ocorreu precisamente oito dias depois da sua morte. Ele falou com as meninas, utilizando palavras em francês, inglês e alemão; ensinou-lhes também a ave-maria em grego; e também transmitiu uma mensagem particular para o seu irmão Ramon. Este fenómeno repetiu-se por algumas vezes.

 

O reconhecimento dos Sacerdotes

 

À medida que os acontecimentos se desenrolavam, as meninas adquiriram a capacidade de reconhecer os sacerdotes que chegavam à aldeia de Garabandal, vestidos à civil, com o objectivo de não serem reconhecidos. Parece que a primeira vez que isto ocorreu foi durante o êxtase de Mari-Cruz no mês de Agosto, entre o dia 17 e 28 desse mês. Nesse êxtase, ela recebeu a informação da Visão que naquele dia estava presente em Garabandal um sacerdote dominicano que estava vestido à civil. Uma continuação desta extraordinária capacidade aconteceu no primeiro êxtase do dia 27 de Julho de 1961, quando as meninas anunciaram como a multidão deveria organizar-se para serem testemunhas do êxtase que iria ter lugar naquele dia. Incluído nestas instruções elas mencionaram “ as irmãs “.

 

O Padre Valentim Marichalar, pároco de Garabandal, não tinha nenhum conhecimento sobre a presença de religiosas na aldeia nesse dia, e questionou ao Padre Ramon sobre o assunto, que tal como ele não tinha também nenhum conhecimento sobre a presença de religiosas na aldeia. Mas, durante o êxtase, depois das meninas videntes terem subido até aos pinos, as irmãs religiosas apareceram no local onde ocorriam as aparições. Em relação a esta faculdade de reconhecimento de sacerdotes vestidos à civil, existem algumas considerações a este respeito, por parte do Padre Ramon:

 

“ A capacidade que estas meninas possuíam em conseguir obter informações camufladas e escondidas entre a multidão presente, foram reconhecidas durante várias ocasiões. No entanto, essa capacidade de descobrir foi mais marcante no que respeita à identificação de sacerdotes. Muitas vezes elas diziam que os sacerdotes estavam num determinado local, quando a maioria das pessoas não suspeitava de nada, ou que existiam muitos mais sacerdotes presentes na aldeia, muito mais que aparentavam existir, devido aos seus trajes à civil.”

 

É preciso realçar que tudo isto acontecia, não devido às capacidades psíquicas das meninas. Numa determinada data de Agosto de 1961, durante um êxtase de Mari-Cruz, foi Nossa Senhora que a informou em relação ao disfarce de um sacerdote dominicano que estava presente entre a multidão, um facto que foi verificado por um espectador a quem o sacerdote veio depois a revelar. Em Outubro desse mesmo ano, Jacinta foi informada pela Nossa Senhora que havia um sacerdote entre a multidão a quem Jacinta teve que lhe dar três sinais de clareza para confirmar que ele era realmente um verdadeiro sacerdote, isto porque ele tinha dúvidas em relação à validação do seu sacerdócio e Jacinta acabou por encontrá-lo. Maximina, madrinha de Conchita, testemunhou um êxtase na qual cinco sacerdotes disfarçados à civil, foram encontrados por Conchita. Ela também testemunhou que mesmo em êxtase, as meninas continuavam a mostrar um elevado respeito pelos sacerdotes e enquanto caminhavam em êxtase ofereciam-lhes os crucifixos para serem beijados, ajoelhando-se primeiro diante dos sacerdotes. Em Junho de 1962, um padre carmelita e um outro passionista estavam presentes durante um êxtase de Conchita, ambos ajoelhados em reverência. Conchita chegou-se perto deles e de forma muito gentil conseguiu que se levantassem e ficassem de pé. Nossa Senhora também demonstrava possuir uma elevada estima pelos sacerdotes.

 

Muitos outros sacerdotes receberam particular atenção no que respeita a questões de consciência. Depois da grande graça que recebeu o padre Luís Andreu em Agosto de 1961, foi depois mais tarde a 14 de Outubro de 1961 que o seu irmão Ramon Andreu foi também gracejado. Nesse dia, o padre Ramon Andreu encontrava-se em Garabandal, de cama e com bastantes dores, o que parecia indicar uma possível fractura na região da anca. As dores eram tão grandes que ele próprio não conseguia levantar-se e ficar de pé. Às 3:30 da madrugada, Jacinta chega em êxtase à casa onde se encontrava o Padre Ramon oferecendo-o um crucifixo para que o beijasse. Ao mesmo tempo ela informou-lhe pessoalmente que ele estava curado. A sua dor desapareceu imediatamente. Posteriormente, o padre Ramon fez mentalmente um pedido para que Jacinta oferecesse a cruz a Maximo Forschler, um amigo não católico que o tinha trazido a Garabandal. Ele (Maximo Forschler) estava situado por detrás de Jacinta. Jacinta volta-se imediatamente para trás e sem olhar entrega o crucifixo a Maximo Forschler para o dar a beijar.

 

 

Três dias depois, dois sacerdotes vestidos à civil lideravam um grupo de rapazes das Astúrias a São Sebastião de Garabandal. Quando Conchita parecia estar a aproximar-se deles, como forma de a evitarem, eles subiram uma série de degraus de uma escada exterior que conduzia à entrada de uma das casas da aldeia. Conchita mesmo assim, continuou a insistir com eles, oferecendo-lhes o crucifixo para que o beijassem. Ambos recusaram, mas um deles ficou bastante indeciso. Quando Conchita estava a descer as escadas, naquele momento ele requisitou mentalmente um pedido: que se isto era realmente de origem sobrenatural, que Conchita voltasse a ir ter com ele e que deixasse de estar em êxtase. De forma abrupta, Conchita voltou-se para trás, voltou a subir os degraus da escada, fez o sinal da cruz sobre ele, saindo depois do estado de êxtase em que se encontrava.

 

Conchita estando agora no seu estado normal, e regressava a sua casa quando de repente voltou a entrar novamente em êxtase. Já em êxtase, Conchita voltou de novo a confrontar esse mesmo sacerdote, oferecendo-lhe o crucifixo para que ele o beijasse, fazendo de novo o sinal de cruz sobre ele. Ele tinha feito pouco tempo antes, mentalmente, um segundo pedido, se a supernaturalidade de Conchita sabia que ele era um sacerdote, então que ela voltasse a ir ter com ele e realizasse tudo o que tinha feito durante a primeira vez. Isto mostrava o amor paciente que Nossa Senhora demonstrava ter para com os sacerdotes. Nossa Senhora demonstrava ter também um elevado interesse em assistir e ajudar sacerdotes que tivessem dúvidas de âmbito espiritual.

 

Vamos falar sobre mais um pormenor, antes de falarmos verdadeiramente sobre as verdadeiras causas deste tipo de reconhecimento. A 18 de Outubro de 1961, a primeira mensagem era para ser transmitida às 10:00 da manhã, em frente Igreja de Garabandal. Membros da comissão diocesana, decidiram que o anúncio teria que ocorrer nos “pinos” e não junto ao pórtico da Igreja. O padre Ramon encontrava-se entre a multidão que subia naquele momento até ao local dos “pinos”. A meio da caminhada, ele experimentou um enorme desalento e dúvida em relação a tudo aquilo. Parecia que tinha entrado numa grave crise moral. Ele estava desolado e pensava assim: “O que é que eu estou a fazer aqui? Estas crianças não são mais do que crianças doentes e tudo isto é uma patética comédia.”

Naquele dia o tempo estava bastante mau, mas a mensagem era extremamente simples:

 

“ Temos de fazer mais sacrifícios, realizar mais penitência, e visitar o Santíssimo Sacramento frequentemente. Mas antes, temos de ser bons. Se não o fizermos, um castigo cairá sobre nós. A taça está quase cheia, e se não mudarmos, um grande castigo cairá sobre nós.”

 

Esta proclamação da mensagem simples em nada alterou o seu estado de espírito. Passado um tempo, foi levado para a casa de Mari-Loli. Ao chegar a sua casa, Mari-Loli voltou-se para o padre Ramon informando-o que Nossa Senhora fez-lhe dar a conhecer que ele não estava a acreditar, dizendo:

“ O padre duvida de tudo, e sofre muito. Chama-o e diz-lhe para não duvidar mais…diz-lhe que quando subia ele estava feliz e quando descia, ficou triste.”

 

Loli também disse também ao padre Ramon, que Nossa Senhora falou algum tempo com Conchita sobre ele. Ele ao saber deste facto, dirigiu-se imediatamente a casa de Conchita, onde a mãe de Conchita, Aniceta, deu autorização para que ele falasse com a sua filha. Conchita tinha-se já retirado para o seu quarto juntamente com a sua prima Luciuca. Conchita disse-lhe que Nossa Senhora tinha falado muito sobre ele. Ela (Conchita), repetiu precisamente as mesmas frases que Mari-Loli tinha proferido antes. Depois relatou-lhe todos os pormenores que ele tinha pensado ao longo do dia e indicou o local exacto onde ele teve todas as dúvidas. Nossa Senhora disse-lhe que tudo isto aconteceu para que ele no futuro ao pensar nisto não voltasse a duvidar.

Quantos mais episódios teremos que falar para provar que Nossa Senhora quer que a felicidade dos sacerdotes esteja presente no Seu coração Imaculado? Quantos mais episódios teremos que dar para provar a predilecção de Nossa Senhora pelos Sacerdotes nos acontecimentos ocorridos em Garabandal?

 

Uma marca eterna

 

Em Dezembro de 1965, um decreto do Vaticano II referente ao ministério e a vida dos sacerdotes, foi promolgado. No capítulo 1, parágrafo 2 está constatado o seguinte:

“O ministério dos sacerdotes, enquanto unido à Ordem episcopal, participa da autoridade com que o próprio Cristo edifica, santifica e governa o seu corpo. Por isso, o sacerdócio dos presbíteros, supondo, é certo, os sacramentos da iniciação cristã, é, todavia, conferido mediante um sacramento especial, em virtude do qual os presbíteros ficam assinalados com um carácter particular e, dessa maneira, configurados a Cristo sacerdote, de tal modo que possam agir em nome de Cristo cabeça.”

 

Neste parágrafo podemos encontrar o segredo, relativo ao sucesso de Nossa Senhora em encontrar sacerdotes que se encontravam incógnitos entre a multidão. Neste parágrafo também encontramos a verdadeira razão da Sua especial predilecção aos sacerdotes. O sacramento que institui o Sacerdócio, marca as almas dos padres com uma marca espiritual eterna e permanente que nunca mais pode ser apagada. É uma espécie de barra de luz que pode ser vista independentemente de todas as condições. O brilho permanente é devido à graça de Deus, brilhante, persuasiva e permanente.

 

Como Nossa Senhora pertence a esse mundo espiritual, na qual é rainha, então Ela tem consciência da presença dessa luz nas almas dos sacerdotes que se encontram mergulhadas na escuridão deste mundo, por isso não é dificuldade para Ela, verificar tudo isto. Noite e dia, dia sim, dia não, esta marca identifica o padre e através deste Sacramento a graça do Deus infinito pousa sobre eles.

À medida que essa graça envolve o sacerdote, ele torna-se configurado em Cristo. Como se sabe, toda a vida de Nossa Senhora concentrou-se na vida de Jesus Cristo; ela exerceu de forma contínua o papel de mãe em relação ao Seu filho Jesus, que tanto amava. Não é assim natural que Nossa Senhora tenha especial devoção pelos sacerdotes, uma vez que os mesmos estão configurados em Jesus Cristo?

Que proximidade teria o Padre Luís Andreu com a imagem de Cristo, pelo facto de ter obtido tão elevada graça, enquanto estava na Terra, e também pelo facto de ele ter voltado a estar com as meninas videntes oito dias depois da sua morte? Apesar da sua presença não ter sido visível, ele demonstrou a sua presença através da sua voz e das instruções que ele deu às meninas, e aos apelos que deu ao seu irmão Ramon Andreu.

Nossa Senhora fez mostrar em Garabandal a predilecção especial que tinha pelos sacerdotes devido ao carácter sacramental que os mesmos possuíam. Eles não foram capazes de ocultar a sua luminescência espiritual que está em conformidade com a imagem e semelhança de Jesus Cristo. Mesmo que eles estejam com dúvidas e medos, essa marca brilhante que se encontrava por cima deles, fez com Ela pudesse vir em seu auxílio. Ela vem assim assistir todos aqueles que queiram assimilar e dar exemplo dos ensinamentos da fé cristã, cujo fundamento é Jesus Cristo, o nosso Messias e também para todos aqueles que queiram seguir a humildade e a santidade de Cristo, Seu filho.

 

FIM

 

Traduzido pelo apostolado de Garabandal em língua portuguesa, Portugal