O que nos disse o Papa João Paulo II sobre o Terceiro Segredo de Fátima?

21-09-2016 12:09

O Papa João Paulo II dá-nos a chave do autêntico Terceiro Segredo 

 

Nossa Senhora de Fátima disse: “Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc.” O que é o dogma? E o que tem isto a ver com o Terceiro Segredo? O Padre Gruner demonstra-nos magistralmente como podemos proteger as nossas almas; como podemos saber, sem sombra de dúvida, o que a Fé Católica nos pede; e como isto ajuda a compreender o conteúdo mais profundo do Terceiro Segredo. 

 Padre Nicholas Gruner, S.T.L., S.T.D. (Cand.) 

Nesta entrevista, respondo a três questões fundamentais sobre o Terceiro Segredo de Fátima:

1) É importante conhecê-lo?

2) O que é o Terceiro Segredo?

3) O que podemos fazer a respeito dele? 

 

P: O que nos disse o Papa sobre o Terceiro Segredo? 

 O Papa João Paulo II deu-nos elementos essenciais do Terceiro Segredo no seu sermão de 13 de Maio de 1982, assim como no seu sermão durante a cerimónia de  beatificação de Jacinta e Francisco Marto em Fátima em 13 de Maio de 2000. 

P: O que nos disse o Papa sobre o Terceiro Segredo em 13 de Maio de 1982? 

 Em 13 de Maio de 1982, o Papa João Paulo II perguntou no seu sermão: “Pode a Mãe, com toda a força do amor que tem no Espírito Santo e que deseja a salvação de todos, pode Ela manter-se em silêncio quando vê a própria base da salvação dos Seus filhos minada?” E o Papa respondeu à sua própria pergunta: “Não, Ela não pode manter-se em silêncio.” Aqui, o Papa está a dizer-nos que a Mensagem de Fátima se refere ao aviso de Nossa Senhora de que os fundamentos da nossa salvação estão a ser minados. Depois, em 13 de Maio de 2000, durante o sermão da cerimónia de beatificação, o Papa avisou os fiéis para se acautelarem com a cauda do dragão, e citou os versículos 3 e 4 do Capítulo 12 do Livro do Apocalipse. Ora Apocalipse 12:4 fala da cauda do dragão que varrerá um terço das estrelas do céu, o que é geralmente interpretado como referindo-se a um terço do clero católico. 

P: Mas em que ponto da Mensagem de é que a Santíssima Virgem fala sobre a base da nossa salvação a ser minada? 

 É evidente que não é nas duas primeiras partes do Segredo de Fátima, que não dizem nada sobre a base da nossa salvação estar a ser minada ou sobre a cauda do dragão varrer almas consagradas e precipitá-las do seu estado exaltado. A única referência evidente no texto da Mensagem de Fátima sobre a base da nossa salvação estar a ser minada ou sobre a queda das almas consagradas encontra-se na quarta memória da Irmã Lúcia, onde ela acrescentou ao texto integral da Mensagem uma frase que até ali tinha omitido: “Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc.

” É aqui, e só aqui, que a parte já revelada de toda a Mensagem de Fátima toca na questão dos dogmas da Fé, e que serão conservados em Portugal. “

 Mas que relevância teria o facto de Nossa Senhora ter mencionado isto, se o dogma fosse também conservado noutras partes do mundo? É evidente que a referência a Portugal como uma nação em que se conservaria o dogma introduz a noção de que noutras nações não será conservado, e estas “outras nações” estarão certamente descritas nas palavras compreendidas pelo “etc.” da Irmã Lúcia. Mas a visão publicada em 26 de Junho de 2000 não contém mais palavras de Nossa Senhora. Então onde estarão as palavras compreendidas no “etc.” com que termina a referência obviamente importante ao dogma ser conservado em Portugal, mas evidentemente não noutros países? Só posso concluir que as palavras de Nossa Senhora que faltam podem encontrar-se na “banda sonora”, chamemos-lhe assim, do Terceiro Segredo, em que Nossa Senhora explicaria a visão publicada em 26 de Junho pelo Cardeal Ratzinger e por Monsenhor Bertone. E reparei que, muito recentemente, a Madre Angélica disse no seu programa de televisão ao vivo que ela também era “uma das pessoas que acham que não nos contaram tudo” — referindo-se a todo o Terceiro Segredo. A Madre Angélica explicou a seguir que ela acredita que não foi tudo revelado porque “acho que é assustador.” Concordo inteiramente. É mesmo muito assustador, porque se deve referir ao maior perigo de todos — o perigo para a Fé e para a salvação das almas. A visão publicada em 26 de Junho não contém nada de tão assustador, ou mesmo de tão controverso, que o Vaticano tivesse de o ter fechado a sete chaves durante quarenta anos. 

P: O que quis o Papa dizer em 1982 quando falou da “base da nossa salvação”? O que é a base da nossa salvação? 

 É a Fé Católica. Sabemo-lo pelo Credo de Santo Atanásio, que diz: “Quem quiser ser salvo deve, antes de mais, aceitar a Fé Católica. Deve conservar esta Fé inteira e inviolada; caso contrário, certamente perecerá para a eternidade.” 

 Assim, a base, o fundamento da nossa salvação é pertencer à Igreja Católica e manter inteira e inviolada a nossa Fé Católica. E é disto que trata o Terceiro Segredo. E sabemos isto, não só pelo comentário do Papa mas também pelas palavras de Nossa Senhora: “Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé,” o que indica – como todos os investigadores de Fátima têm dito – que o Terceiro Segredo se refere à Fé Católica. Claro que temos o livro de Frère Michel (The Third Secret) e os escritos do Padre Alonso, que confirmam isso. Também temos o Bispo D. Alberto Cosme do Amaral — o terceiro Bispo de Fátima — que confirmou este ponto na sua alocução em Viena, Áustria em 10 de Setembro de 1984. Disse-nos então que o Terceiro Segredo se refere à apostasia das nações. E a apostasia acontece, evidentemente, com a perda da Fé. 

 “O seu conteúdo,” insistiu, “diz apenas respeito à nossa Fé. Identificar o Segredo com anúncios catastróficos ou com um holocausto nuclear é deformar o sentido da Mensagem. A perda da Fé de um continente é pior do que o aniquilar de uma nação; e é verdade que a Fé está continuamente a diminuir na Europa.”1 

 Temos também o Cardeal Ratzinger a confirmar toda esta tese do Segredo referir-se ao perigo da apostasia na Igreja na sua famosa entrevista à revista Jesus de Novembro de 1984, em que nos diz que o Terceiro Segredo refere-se aos “perigos que ameaçam a fé e a vida do Cristão, e, consequentemente, do mundo.” Cada palavra da entrevista foi aprovada pessoalmente pelo Cardeal Ratzinger antes de ser publicada. 

P: Porque é que devemos preocupar-nos com o conteúdo do Terceiro Segredo? 

 O Segredo é muito importante para nós — não pode ser mais importante — porque diz respeito à salvação das nossas almas individuais. Também diz respeito à salvação das almas do Papa, dos Cardeais, dos bispos, dos padres e de todas as pessoas. Assim, o Terceiro Segredo refere-se a todos os homens, mulheres e crianças na face da terra, mas em especial aos Católicos. É a nossa maior preocupação, porque significa a nossa salvação eterna. Nosso Senhor disse: “Que aproveita a um homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma imortal?” Se uma pessoa perde a sua alma a favor da Nova Ordem Mundial, da Nova Religião Mundial, ou por uma promessa de paz e prosperidade no mundo, de nada lhe servirá, porque ficará a arder no inferno por toda a eternidade. Portanto, o Terceiro Segredo é da maior importância para cada homem, mulher e criança, incluindo, como é óbvio, cada padre, Bispo e Cardeal, e até o próprio Papa. 

P: Qual é a essência do Terceiro Segredo? 

É uma profecia que começou a realizar-se pelo menos a partir de 1960, que disse a Irmã Lúcia que era o ano em que a profecia do Terceiro Segredo seria “mais clara.” É uma profecia que nos fala do nosso tempo. É um aviso inspirado pelo amor que Nossa Senhora nos tem, e ainda um conselho sobre como actuar nestas circunstâncias. 

 Diz-nos o Terceiro Segredo de Nossa Senhora de Fátima que o dogma da Fé será conservado em Portugal, e todos os peritos em Fátima concordam em que significa que o dogma da Fé não será conservado noutros lugares. Este é o primeiro ponto essencial do Terceiro Segredo. 

 Portanto, o Terceiro Segredo refere-se, em primeiro lugar, aos perigos para a Fé, tal como o Cardeal Ratzinger disse em 1984. S. João diz-nos que é a Fé que vence o mundo. Para o mundo subjugar a Igreja, tem, em primeiro lugar, que subjugar a nossa Fé. E é a isto que o Segredo se refere: à nossa Fé. Sabemos isto pelas palavras de Nossa Senhora que a Irmã Lúcia escreveu no início do Terceiro Segredo; sabemo-lo pelo Cardeal Ratzinger; sabemo-lo pelo Bispo de Fátima; sabemo-lo pelos comentários do Papa em Fátima em 1982 em 2000. Refere-se à nossa Fé. Não há dúvida alguma a respeito disto. 

 Em segundo lugar, refere-se ao dogma da Fé. Nossa Senhora de Fátima disse que o dogma da Fé conservar-se-ia sempre em Portugal. Porque é que Nossa Senhora falou do dogma da Fé? Falou do dogma porque seria o alvo de quem quisesse atacar a Igreja do seu interior. O que é o dogma? Dogma é o que foi definido infalivelmente. Conhecemos o dogma da Fé pelas definições solenes e infalíveis do Magisterium da Igreja. A palavra ‘infalível’ quer dizer que “não pode errar”. Portanto, as definições da Fé, proclamadas solenemente pela Igreja, não podem errar. E sabemos o que é a Fé, o que é o dogma da Fé, por estas definições infalíveis. 

 O problema é que, desde o Concílio Vaticano II, têm aparecido outras noções que passam na Igreja como se fosse uma “nova” doutrina católica e que parecem contradizer, ou pelo menos “rever”, as definições infalíveis. Mas, como o Vaticano I ensinou claramente, o Magisterium infalível — que significa que o Papa, quer por si só, quer juntamente com todos os bispos, proclama um ensinamento à Igreja universal — não nos pode dar uma doutrina nova. O Magisterium só pode declarar e explicar melhor o que Deus revelou através dos Apóstolos. Deus não revelou nenhuma doutrina nova desde a morte do último Apóstolo, S. João. Portanto, esta doutrina “nova” é, na realidade, uma pseudo-doutrina. Esta pseudo-doutrina está a ser ensinada muito subtilmente; mas quando contradiz a doutrina que foi definida infalivelmente, devemos crer na doutrina infalível e rejeitar a doutrina “nova”. Assim, é importante que compreendamos que é o dogma da Fé que não pode errar. Os homens podem errar; os leigos podem errar; os padres podem errar; os bispos podem errar; os Cardeais podem errar; e até o Papa pode errar em matérias que não implicam o seu carisma de infalibilidade, como a História nos mostra com mais do que um Papa (por exemplo, o Papa Honório foi condenado depois de morto pelo Terceiro Concílio de Constantinopla [680 A.D.] por ajudar e apoiar a heresia, e essa condenação foi aprovada pelo Papa Leão II e confirmada por outros Papas). Mas as definições solenes da Fé, feitas pelo Papa, ou pelo Papa juntamente com todos os bispos num Concílio da Igreja, não podem errar. 

 Tudo deve ser julgado por estas definições que não podem errar. Assim, se um Papa, um Cardeal, um Bispo, um padre ou um leigo nos quer ensinar alguma coisa contrária a qualquer definição da Fé, sabemos que esse leigo, padre, Bispo, Cardeal ou Papa está errado. Por exemplo, quando João XXII, no Século XIV, fez sermões (mas não definições solenes) em que insistia em que os bem-aventurados falecidos não gozariam da Visão Beatífica até ao dia do Julgamento Final, foi denunciado e corrigido por teólogos, e finalmente, à hora da morte, retractou a sua opinião herética. 

 E como podemos ter a certeza? Porque se a definição é infalível, não pode errar. Como já disse – um Papa, um Cardeal, um Bispo, um padre ou um leigo podem errar. Sim, até o Papa pode errar, e erra se exprimir uma opinião contrária a uma definição solene e infalível da Igreja Católica. Isto não quer dizer que a Igreja erra quando tal acontece, mas apenas que o Papa se enganou, sem impor o seu erro a toda a Igreja. Como vemos pelo exemplo de João XXII, o Papa pode errar nalgum ensinamento ou opinião que não foi imposto à Igreja por uma definição solene e infalível. E assim, quando Nossa Senhora falou do “dogma da Fé”, indicou-nos que o perigo contra a Fé se vê claramente quando se contradizem as definições dogmáticas solenes da Fé Católica. Mas as definições não podem falhar. 

P: Temos outros exemplos de padres, bispos, Cardeais ou até mesmo Papas que vacilaram? 

 Sim, claro. Temos Martinho Lutero, que era padre e errou — ensinou heresias. Temos o Bispo Nestório, que ensinou o Nestorianismo — que tinha sido condenado pelo Concílio de Éfeso. Temos ainda o sacerdote Ário, que errou na sua doutrina, chamada ariana. Temos até Papas que erraram em certos casos, como João XXII e o Papa Honório. Até o primeiro Papa, S. Pedro, errou, como se vê nas Sagradas Escrituras

— não pelo que disse, mas pelo exemplo que deu. Em Antioquia, cerca do ano 50 D.C., Pedro recusou-se a sentar-se à mesa com gentios convertidos. Ao fazer isto perante os convertidos, deu a impressão falsa de que o Primeiro Concílio de Jerusalém tinha errado ao ensinar infalivelmente que os preceitos cerimoniais mosaicos, incluindo a proibição de os judeus comerem com os gentios “impuros”, não obrigavam a Igreja Católica. Foi por este incidente que S. Paulo admoestou a S. Pedro directamente e em público. 

 Outro exemplo é o Papa Libério, cerca de 357 D.C., que errou ao discutir em público a favor de uma declaração equívoca sobre a Fé que podia ser interpretada num sentido favorável à heresia ariana. E também errou (sob coacção, quando estava exilado) ao condenar e excomungar injustamente — na realidade, só a dar a aparência de excomungar – Santo Atanásio, que estava a defender a Fé nesta questão. O Papa Libério, que foi o primeiro Papa a não ser canonizado pela Igreja, estava errado, porque Atanásio estava a ensinar a doutrina católica – a doutrina verdadeira, a doutrina infalível – ensinada infalivelmente pelo Concílio de Niceia. No caso do Papa João XXII, que já mencionei, o Papa que lhe sucedeu definiu infalivelmente contra a doutrina de João XXII. Além disso, o Papa Honório foi condenado por ajudar e apoiar a heresia, como já mencionei atrás. Sim, é um facto histórico que os Papas podem errar na Fé Católica; podem até ensinar erros. Mas as definições não podem errar —nunca. 

 Sempre que nos deparamos com a pergunta: “Devemos acreditar no Papa ou na definição infalível?”, devemos acreditar na definição infalível para não acabarmos por cair no erro, e possivelmente por perder as nossas almas. Quando o Papa não está a falar infalivelmente por meio de uma definição solene, é certamente possível que diga algo que esteja errado, tal como aconteceu com o Papa João XXII quando, nos seus sermões, negou a existência imediata da Visão Beatífica. Se um Papa pode errar, então os Cardeais, os bispos e os padres certamente podem enganar-se nos seus ensinamentos e opiniões. Os bispos podem errar, os padres podem errar, o Padre Gruner certamente pode errar. Mas as definições dogmáticas da Igreja nunca podem errar. É por isto que Deus as apresentou através do Magisterium infalível da Sua Igreja, para que possamos sempre conhecer a verdade em tempos de crise. 

P: Mas como é que um padre pode discordar do Papa ou, por exemplo, de um Cardeal do Vaticano sobre uma questão da Fé? 

 Outra questão que deve ser compreendida é que, só porque um sacerdote como o Padre Gruner ou o Padre Smith é de graduação inferior ao Cardeal Ratzinger ou ao Papa, isso não significa que tudo o que o Papa ou o Cardeal dizem está necessariamente certo, e que um padre que não concorde com eles nalguma afirmação teológica que eles façam esteja necessariamente errado. 

 É por isto que a Igreja tem definições infalíveis. É comparando qualquer ensinamento que nos seja apresentado com as definições solenes e infalíveis que vemos se é verdadeiro ou se está errado – não e pelo cargo que alguém ocupa na hierarquia. De facto, foi um leigo, um advogado chamado Eusébio, que indicou que Nestório, um Arcebispo influente em Éfeso, estava errado quando negou que Maria fosse a Mãe de Deus. Eusébio levantou-se durante a Missa, no dia de Natal, e denunciou Nestório por pregar uma heresia. E isto quando os clérigos e bispos “de alta posição hierárquica” tinham permanecido calados perante a heresia de Nestório. Assim se vê que um simples leigo pode ter razão, e todos os outros podem estar errados. A verdade não depende de números ou de posição hierárquica; a verdade foi revelada por Cristo e por Deus Pai através da Sagrada Escritura e da Tradição, e foi definida solenemente pela Igreja Católica e sempre ensinada pela Igreja Católica. 

P: Também mencionou que o perigo em relação à Fé vê-se claramente quando as definições dogmáticas solenes da Fé Católica são contraditas. Pode dar-nos um exemplo que ilustre esta afirmação? 

 Foi assim que a heresia do Arianismo trouxe a confusão à Igreja do ano 336 ao ano 381 D.C. As pessoas deviam conhecer a história do Arianismo. O Arianismo foi condenado no ano 325; porém, recomeçou novamente em 336. A partir de 336, acabou por conquistar cerca de 90% dos bispos antes de ser derrotado 50 anos mais tarde, a tal ponto que até o grande Santo Atanásio foi “excomungado” pelo Papa pelo ano 360. Em 381, o Arianismo tinha sido derrotado pelo Primeiro Concílio de Constantinopla. Todavia, manteve-se activo durante algum tempo entre 360 e 380. 

 Uma das razões para os arianos terem triunfado durante algum tempo foi que “tiveram sucesso” em atacar um dogma que tinha sido definido solene e infalivelmente pelo Concílio de Niceia em 325 — que Cristo é Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Esta definição solene e infalível está no Credo do Concílio de Niceia, que dizemos todos os Domingos na Missa. 

 Subverteram a definição, levando muitos “fiéis” a argumentar para a substituírem por uma definição falsa, que não era infalível. Em 336 substituíram a palavra grega Homoousion pela palavra Homoiousion. A palavra Homoousion significa “consubstancial” ao Pai. Para Deus Filho ser consubstancial ao Pai, o Filho não só é Deus mas também o mesmo Deus que é o Pai, de modo que a substância do Pai é a substância do Filho, embora a Pessoa do Pai não seja a Pessoa do Filho. Assim, há três Pessoas num só Deus — Pai, Filho e Espírito Santo — mas só há um Deus nas três Pessoas. Este é o mistério da Santíssima Trindade. 

 A nova palavra Homoiousion, porém, significa “de substância semelhante” ao Pai. Assim, a frase “consubstancial ao Pai” – uma frase crucial, que dizemos no Credo de Niceia – foi mudada para “de substância semelhante ao Pai” ou “como o Pai.” E assim, os arianos introduziram a confusão, acrescentando uma letra à palavra Homoousion para criar uma palavra nova com um significado novo: Homoiousion. Atacaram uma definição solene, dizendo que a nova definição seria melhor do que a definição solene. Mas, é claro, a nova definição não podia ser melhor do que a definição solene, porque a definição solene é infalível. 

 Ao acrescentar uma só letra a uma só palavra, os arianos cancelaram a definição infalível. Isto abriu caminho aos arianos e semi-arianos, o que levou mesmo a combates. Houve pessoas que foram martirizadas, perseguidas, expulsas para o deserto, exiladas e assim por diante, tudo isto por causa de ser alterado um dogma infalível. Santo Atanásio foi obrigado a exilar-se cinco vezes pelo Sínodo dos Bispos do Egipto. Mas ele tinha razão, e todos eles estavam errados — porque ele manteve-se fiel à definição infalível, sem se importar com o que os outros diziam.  

P: O que podemos aprender com este exemplo? 

 Em 325, a definição solene do Concílio de Niceia era infalível, mas muita gente não compreendeu bem, na altura, que as definições da Fé são infalíveis. A diferença entre aquele tempo e agora é que em 325 D.C. os fiéis ainda não possuíam uma definição solene dizendo que as definições da Fé eram infalíveis. Em 1870, o Concílio Vaticano I definiu solene e infalivelmente a infalibilidade das definições solenes. Ora só sabemos, infalivelmente, que as definições solenes são infalíveis. Não podem errar — nunca. 

 Talvez os Fiéis daquele tempo possam ser desculpados por se terem deixado enganar pelos hereges. Mas hoje não temos desculpa se formos levados pelos hereges a desistir da defesa das definições solenes. Em 1870, a Igreja definiu que as definições solenes são infalíveis, e, portanto, a nossa defesa — a nossa primeira linha de defesa e a nossa última linha de defesa — consiste nas definições solenes. As definições solenes julgam a todos. São infalíveis por si próprias — ex sese, para usar a expressão latina utilizada pelo Concílio Vaticano I. Se as pessoas tivessem compreendido isto em 325 e 336, não teriam substituído a definição antiga – que era infalível – por uma nova. 

 Mas isto é o que hoje está novamente a acontecer. Estamos a julgar as coisas à luz do Concílio Vaticano II em vez de julgar o Concílio Vaticano II à luz das definições infalíveis. As definições infalíveis são o padrão imutável pelo qual medimos todas as doutrinas, tal como uma vara de 100 centímetros é o padrão imutável para medir um metro. Não podemos decidir subitamente que um metro passa a ter apenas 95 centímetros. Tudo na Fé deve medir-se pelo padrão das definições infalíveis. Até os pronunciamentos dos Papas devem ser medidos e pesados por este padrão. E este é o ponto crucial, e é por isto que Nossa Senhora falou do dogma da Fé. 

 E assim, o que temos visto desde o Concílio Vaticano II é um ataque, um ataque subtil contra as definições solenes. Tivemos um chamado Concílio pastoral que se recusou a pronunciar-se com definições solenes e — segundo há quem pense — chegou a ir contra certas definições solenes. São as definições solenes que devem julgar o Concílio, e não o contrário. O Vaticano II não pode ser um super-Concílio que se sobrepõe a todos os outros Concílios. Pelo contrário, o Vaticano II deve ser julgado à luz das definições solenes dos Concílios e Papas anteriores, porque o Vaticano II não nos deu nenhumas definições solenes e infalíveis. Mas a desculpa que tem sido usada por alguns bispos influentes é esta: queremos ser pastorais, não queremos ter voz para condenar. 

P: O que é que está errado em não se querer ter voz para condenar? 

 A própria decisão de não condenar erros e heresias é a explicação que nos é dada para explicar como o Vaticano II não chegou a quaisquer definições solenes. As definições solenes devem necessariamente dizer: “esta é a Fé Católica”, e portanto, por estrita implicação lógica, dizer também: “quem disser o contrário, seja anátema” — que seja separado da Fé e da Igreja. Por outras palavras, é preciso crer para ser salvo. Por esta razão, as definições devem também declarar, de forma explícita ou implícita, que quem não acreditar nelas será condenado. Esta é a razão para os anátemas serem geralmente incluídos nas definições. 

Devido ao erro subtil de se recusar a fazer definições solenes, abriu-se a porta ao uso de palavras e de uma linguagem que podem apontar no sentido contrário das definições solenes, e foi exactamente este o truque usado pelos arianos no Século IV para provocar confusão. E quase conseguiram dominar toda a Igreja. E é isto que tem vindo a acontecer há já 39 anos, desde a abertura do Concílio Vaticano II. Aqui vemos de que falava Nossa Senhora de Fátima. Foi directamente ao centro da questão. Disse que o dogma da Fé se conservaria sempre em Portugal — mas, obviamente, perder-se-ia o dogma noutros países. Se assim não fosse, a observação acerca de Portugal não teria sentido. 

P: Ainda sobre o Terceiro Segredo, que mais devemos recordar da alocução do Papa em 13 de Maio de 1982? 

 Não devemos esquecer-nos de que o Papa disse que a nossa Fé está a ser minada. Ora, minar a base, o fundamento da nossa salvação é minar a Fé, e minar qualquer coisa é atacá-la à traição – usando truques, não atacando abertamente. E, em termos gerais, minar uma determinada estrutura faz-se por dentro. Assim, Nossa Senhora estava a dizer-nos que devíamos estar especialmente vigilantes em relação a ataques traiçoeiros contra a nossa Fé, nesta altura da história da Igreja. 

P: O que nos disse o Papa acerca do Terceiro Segredo em 13 de Maio de 2000? 

 No seu sermão durante a beatificação de Jacinta e Francisco, o Papa João Paulo II avisou-nos dos perigos que hoje ameaçam a nossa salvação, dizendo que “A mensagem de Fátima é um apelo à conversão, alertando a Humanidade para não fazer o jogo do ‘dragão’ cuja ‘cauda arrastou um terço das estrelas do Céu e lançou-as sobre a terra’ (Apoc. 12:4.)”. 

 Com esta declaração, o Papa João Paulo II revelou que um terço do clero católico está a ser arrastado pela “serpente” — falou no presente. Informou-nos de que a profecia bíblica descrita em Apoc. 12:3-4 aplica-se ao nosso tempo: “E viu-se outro sinal no céu: e eis que é um grande dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres: e nas cabeças tinha sete diademas: e a sua cauda varreu a terça parte das estrelas do céu e lançou-as à terra...” (Apoc. 12:3-4) 

 Mas o Papa não disse “um terço do Clero católico”; disse (citando Apoc. 12:3-4) que um terço das estrelas do céu serão lançadas à terra pela cauda do dragão. Não explicou o que são as “estrelas do céu” . Temos de ir aos comentários católicos para compreender que as “estrelas do céu” são as almas consagradas do clero: Cardeais, bispos, sacerdotes. O Papa João Paulo II pode não ter dito “um terço do Clero católico”, mas disse “um terço das estrelas do céu”. 

 Na linguagem da Bíblia, as “estrelas do céu” são aqueles que estão colocados no céu para alumiar o caminho de quem quiser ir para o céu. Esta passagem foi interpretada tradicionalmente nos comentários católicos como querendo dizer que um terço do clero — isto é, Cardeais, bispos, padres — cairão do seu estado consagrado e ficarão a trabalhar para o demónio. Este clero está a minar a Fé Católica, a minar a nossa salvação. 

Comentando Apoc. 12:3-4, o Padre Herman B. Kramer, no seu livro The Book of Destiny, sublinhou que o dragão vermelho — símbolo do demónio, que poderá também simbolizar o Comunismo, porque a cor emblemática do Comunismo é o vermelho — causa grande aflição à Igreja, porque a mina por dentro. O Padre Herman Kramer diznos, referindo-se ao terço das estrelas do céu: “É um terço do clero” e acrescenta que “‘um terço’ das estrelas seguirão o dragão”.2 Portanto, um terço do Clero católico trabalhará para o demónio, possivelmente sob a influência do Comunismo, para destruir a Igreja por dentro. 

 O Padre Herman Kramer continua a dizer que, por meio do clero apóstata, o demónio poderá forçar na Igreja “a aceitação de uma moral não cristã, de falsas doutrinas, de compromissos com o erro, ou da obediência às autoridades civis em violação da consciência.” Além disso, sugere que “O significado simbólico da cauda do dragão poderá revelar que o clero que está maduro para a apostasia tomará conta de cargos influentes na Igreja, conquistando-os pela hipocrisia, engano e lisonja.” O clero que seguir o dragão – ou seja, o demónio — incluirá “os que se descuidaram na pregação da verdade e em admoestar os pecadores através de um bom exemplo, mas que, pelo contrário, buscaram a popularidade sendo indolentes e escravos dos respeitos humanos,” assim como os que “temem pelos seus próprios interesses e não se manifestam contra as práticas perversas dentro da Igreja” e os bispos “que detestam os sacerdotes íntegros que ousam dizer a verdade”.3 O Padre Herman Kramer também observou o seguinte, quanto ao estado da Igreja Católica nos tempos profetizados em Apoc. 12:3-4: 

 “A democracia apostólica fundada por Nosso Senhor pode ter dado lugar a uma monarquia absoluta, em que o episcopado governa com um despotismo oriental. Os sacerdotes podem ser reduzidos a um estado de servilismo e de sicofância humilhante. O governo pela razão, justiça e amor poderá ter sido suplantado pelo poder absoluto do Bispo, de quem todo o acto e palavra deve ser inquestionavelmente aceite, sem recurso a factos, verdade ou justiça. A consciência pode ter perdido o seu direito a guiar as acções dos sacerdotes e pode vir a ser ignorada ou condenada. A diplomacia, a expediência e outros truques poderão ser apontados como as maiores virtudes.”4 

 Portanto, parece ser muito claro que o Papa João Paulo II enviou à Igreja um aviso, no sentido de que o Terceiro Segredo diz respeito ao clero; que um terço do clero católico está a seguir o demónio e arrastar almas com eles. O que poderia ter o Papa queria dizer senão isto, em vista dos comentários que certamente conhece, quando citou Apoc. 12:3-4 e nos avisou sobre a cauda do dragão? Como já vimos, isto não é só a minha opinião; é ponto assente que as estrelas do céu são o Clero católico. 

 Assim, o próprio Santo Padre revelou o que está no Terceiro Segredo. Porque, como se sabe, a referência a Apocalipse 12:3-4 não aparece em parte nenhuma do que já foi revelado da Mensagem de Fátima, e portanto deve estar no Terceiro Segredo, nas palavras de Nossa Senhora que ainda não foram divulgadas, embora o Papa tivesse ordenado a sua publicação na altura em que fez aquele sermão em Fátima. 

 Em conclusão, podemos constatar que minar a Fé Católica nos tempos que correm, pelo interior da Igreja Católica, por um terço do clero católico é parte essencial do Terceiro Segredo. A traição de um terço do clero está citada na Mensagem de Fátima, e esta traição está a acontecer nos nossos dias. Muitos eclesiásticos estão a atraiçoar a Igreja com comportamentos escandalosos. A evidência da realização do Terceiro Segredo está perante nós, para que todos a vejam. No seu sermão em Fátima, o Papa alertou-nos para o que está a acontecer hoje. Assim, um terço do clero católico está a promover, directa ou indirectamente, doutrinas falsas, opostas ao dogma da Fé, contra as doutrinas definidas. Ora bem, as definições devem, por implicação estrita, anatematizar o erro. É da sua própria natureza que quem acreditar no erro contrário é separado da Fé Católica e, por esse facto, é separado da Igreja Católica. Para nos salvarmos, devemos pertencer à Igreja Católica. 

P: Como é que se pertence à Igreja Católica? 

 Devemos ser baptizados na Igreja; devemos continuar a aceitar a autoridade do Papa para governar a Igreja, como Jesus Cristo ensinou e a Sua Igreja definiu; e devemos ser fiéis à Fé Católica inteira e inviolada. Assim, se alguém crer no oposto a um dogma definido, não só se separa da doutrina da Fé por esse acto, mas também da própria Igreja. Se está separado da Igreja, é evidentemente anátema – está condenado por crer numa doutrina condenada. Isto é a essência de qualquer definição: se a definição diz que isto é verdadeiro, o contrário do definido é falso. E quem seguir esta falsa doutrina irá para o inferno. 

 E assim, S. Paulo disse: “Se eu, ou um anjo do céu, ou quem quer que seja ensinar uma doutrina diferente da doutrina que lhes ensinei, seja anátema.” Que seja amaldiçoado, que seja separado de Deus e dos Santos, e que vá para o inferno. Todas as definições — quer explícita quer implicitamente — condenam o erro, mas o Vaticano II recusou-se a definir solenemente doutrina ou a condenar o erro. No Concílio Vaticano II, tentaram fazer um chamado Concílio pastoral, que não condenasse o erro. Mas, ao não condenar o erro, o Concílio Vaticano II efectivamente recusou-se, em termos gerais, a exercer o seu Magisterium infalível. Portanto, tudo o que o Vaticano II ensinou deve ser julgado pelo ensinamentos infalíveis da Igreja – e não pelo contrário. Os ensinamentos infalíveis da Igreja não podem ser julgados pelo Vaticano II. 

 O Concílio Vaticano II carece de autoridade, na medida em que não exerceu o seu Magisterium supremo, o poder de definir doutrina e de anatematizar o erro. E nessa medida, tudo o que foi dito no Vaticano II mas não foi ensinado infalivelmente antes do Vaticano II, deve ser examinado à luz das definições dogmáticas da Igreja Católica. Todavia, não é isso que se tem feito. O que hoje acontece é que estão a redefinir “a Fé” – não é a Fé – estão a redefini-la à luz do Vaticano II, mesmo contra definições solenes da Igreja Católica. Devemos agarrar-nos às definições solenes, infalíveis — que são incapazes de errar. 

 Eis porque é especialmente relevante no nosso tempo recordar o que Nosso Senhor disse: “Quando o Filho do Homem voltar de novo, encontrará a Fé na terra?” E Ele disse, aparentemente referindo-se à mesma época, que “se tal fosse possível, até os eleitos seriam enganados.” Então que havemos de fazer para evitar sermos enganados pela aparência de doutrina católica do que, na realidade, não é doutrina católica mas o contrário dela? Evitaremos ser enganados se formos fiéis — com todo o nosso poder, com todo o nosso coração, a nossa força, a nossa vontade, e em especial a nossa mente – às definições infalíveis. Estas não podem errar; sendo-lhes fiéis, manteremos a Fé Católica. Se não lhes formos fiéis, podemos muito bem ser enganados, como qualquer pessoa. É por isto que é importante termos presente que Nossa Senhora falou do dogma da Fé. O dogma da Fé é determinado por definições solenes da Igreja Católica. 

P: Porque é que o Papa João Paulo II não nos avisou mais claramente? 

 Como aconteceu nas suas declarações de 1982, o Papa não disse que a Fé seria minada, mas disse que a base da nossa salvação estava a ser minada. Mas o que é a base da nossa salvação? É a nossa Fé. Devemos compreender que o Papa nos está a dizer estas coisas, mas ainda não abertamente.

 Por um lado, o Papa achou que devia falar porque — como Nossa Senhora — não podia ficar em silêncio; e falou muito publicamente e num lugar muito público, entre devotos de Nossa Senhora – ou seja, perante a multidão em Fátima, perante um milhão de pessoas em 1982 quando falou da base da nossa salvação estar a ser minada. Também falou das ameaças apocalípticas – ou quase – que pairavam sobre a humanidade em 1982. No ano 2000, falou acerca de “um terço das estrelas do céu”. Mas não falou com suficiente clareza para que o homem comum o pudesse compreender sem uma breve explicação. O Papa disse-nos que o Terceiro Segredo diz respeito aos perigos para a Fé e que um terço do Clero católico está implicado. Porém, o Papa não disse estas coisas directamente – mas de forma um pouco oculta, numa linguagem pensada para a gente culta o entender. Talvez não quisesse espantar os mais simples sem lhes dar uma hipótese de receberem uma explicação. 

 A Irmã Lúcia disse muitas vezes que, nestes tempos de confusão, nestes tempos de “desorientação diabólica”, haveria pessoas em cargos da maior autoridade na Igreja – pessoas de grande responsabilidade (falando claramente, Cardeais e bispos e padres) que seriam “cegos conduzindo outros cegos”. É um castigo espiritual pelos nossos pecados de não darmos atenção ao aviso que nos foi dado em Fátima. 

 Despertou-nos a atenção o facto de o Papa não achar que pode falar à vontade, talvez por estar rodeado de padres, bispos e Cardeais que estão a minar a Fé, que fazem parte daquele terço. Ou o Papa não sabe quem eles são, ou sabe quem eles são e acha que não pode falar em segurança e sobreviver. Seja qual for a razão, não falou muito claramente — mas falou com clareza suficiente para deduzirmos onde quer chegar. Jesus disse uma vez aos Seus discípulos: “Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça” (isto é, quem tiver ouvidos para ouvir, que compreenda). 

P: Como é que a base da nossa salvação – a Fé Católica – está a ser minada? 

 O Papa sublinhou que o ataque contra a Fé Católica vem do seu interior. Disse ele: “Pode a Mãe, com toda a força do amor que tem no Espírito Santo e que deseja a salvação de todos, pode Ela manter-se em silêncio quando vê a própria base da salvação dos Seus filhos minada?” A palavra “minar” implica que se está a enfraquecer um fundamento pelo lado de dentro. Ataca-se pelo lado de fora;  mas mina-se pelo lado de dentro, por onde não se espera um ataque e a vigilância de todos enfraqueceu – porque se parte do princípio que se está entre “amigos”. 

 A Fé está constantemente a ser atacada do exterior; mas, como o Terceiro Segredo nos diz, no nosso tempo a Fé está também a ser atacada por “falsos irmãos”

 

 

Fonte: www.fatima.org