O grande Aviso mundial

09-10-2016 23:03

Quanto ao Aviso, as referências iniciais datam de 1º de janeiro de 1965. Neste dia, Conchita encontrava-se sozinha nos pinheiros, quando a Virgem comunicou-lhe que daria uma última mensagem ao mundo, a qual iria encerrar o ciclo de Garabandal. A seguir, transmitiu uma mensagem particular, que ela prontamente comunicou ao padre Laffineur. Diz o seguinte:

"O Aviso que a Virgem vai nos enviar é à maneira de castigo, para aproximar os bons mais de Deus e para advertir os demais. Em que consiste o Aviso, não posso revelar. A Virgem pediu-me para manter em segredo. Queira Deus que, graças a esse Aviso, nos emendemos e cometamos menos pecados contra ele."

"Causará mortes?" - perguntou-lhe por escrito Laffineur.

"Se morremos" - foi a resposta , "não será pelo facto do Aviso em si, mas pela emoção que teremos ao vê-lo e senti-lo".

"Palavras simples, precisas e muito claras" - comenta Laffineur ." Deviam bastar, como deveriam ter bastado as da Irmã Lúcia, de Fátima, quando, em 1938, escrevia ao seu bispo: "Creio que aquilo a que chamam de aurora boreal é justamente o sinal que a Virgem me deu de que os acontecimentos profetizados estão próximos". Tais acontecimentos fizeram mais de 26 milhões de mortos".

Sobre a natureza do Aviso, temos ainda esta explicação de Conchita à tia Maximina, que ela depois consignou por escrito: "Disse-me que um dia iríamos sofrer um desastre horrível. Em todas as partes do mundo. Ninguém escapará. Os bons, para se aproximarem mais de Deus; os outros, para se emendarem. Seria preferível morrer a suportar, por cinco minutos que fosse, o que nos espera."

"Já a sua realização será um novo motivo de credibilidade, anunciá-lo e reafirmá-lo a todos é a solicitude mais fraterna que podemos ter para com o mundo", aconselha o padre Laffineur.

 "Se eu não conhecesse o Castigo que está por vir "- continua Conchita, explicando à jovem Angelita -, "diria que não há castigo maior do que o Aviso. Mas ele durará bem pouco tempo".

"Será horrível em grau máximo" - explica ainda. "Ah, se eu pudesse contá-lo a todos vós como a Virgem me contou a mim! Ele é um fruto dos nossos pecados. Pode produzir-se de um momento para outro; eu espero-o todos os dias. Se soubessem o que é, ficariam horrorizados!".

"Por que não o torna público, para que o saibam todos os que vêm aqui?" - pergunta-lhe alguém.

"Estou cansada de dizer, ninguém faz caso."

Dias mais tarde, voltam ao assunto:

"Conchita, desde que me fez estas confidências, penso muitas vezes no céu."

"Eu também" - responde a vidente. "De modo especial quando vou para a cama. Tenho muito medo de que aconteça durante a noite. Não nos damos conta da medida com que ofendemos ao Senhor. A Virgem disse-me que todos sabem da existência do inferno e do céu. Mas pensam nisto apenas por medo e não por amor a Deus. Por culpa dos nossos pecados, seremos nós mesmos a causa da natureza do Aviso."

Outros esclarecimentos encontramos nas respostas a um questionário de 14 de Setembro de 1965:

"O Aviso é uma coisa que vem directamente de Deus. Será visível no mundo inteiro, qualquer que seja o lugar onde alguém se encontre. Será como que a revelação (interior a cada um) dos nossos pecados. Vê-lo-ão e sentirão tanto os crentes quanto os não crentes de todos os países". E mais: "É como uma purificação para o Milagre. É como uma catástrofe. Fará com que pensemos nos mortos, ou seja, que prefiramos estar mortos a sofrer o Aviso".

Quando aos efeitos sobre o íntimo de cada um, Conchita explica: "O Aviso será uma correção de consciência do mundo... O Senhor o enviará para nos purificar, a fim de podermos apreciar melhor o Milagre, pelo qual prova-nos claramente o seu amor".

Uma senhora, depois de ouvir as explicações de Conchita  observou:

"Sabe-se que está a aproximar-se da Terra um cometa. Não será isto o Aviso? "

"Não sei o que é um cometa. Mas se é alguma coisa que depende da vontade dos homens, não. Se, porém, depende de Deus, é possível."

"Saímos em direcção à igreja" - prossegue aquela senhora - e Conchita  pegou-me pelo braço." Eu disse-lhe:"

"Conchita, reze por mim, tenho medo, muito medo. "

"Sim, o Aviso é terrível! Mil vezes pior que terramotos".

A senhora empalidece.

"Qual é a natureza do Aviso?" - pergunta.

"Será como fogo. Não queimará a nossa carne, mas o sentiremos no corpo e no espírito. Todas as nações e todas as pessoas o sentirão da mesma forma. Ninguém escapará. E mesmo os não crentes conhecerão o temor de Deus. Mesmo que te metas em casa e feches a porta e os postigos, não escaparás; sentirás e verás, apesar de tudo. Sim, é verdade que a Virgem  disse-me o nome do fenómeno. Este nome existe no dicionário. Começa com A. Mas pediu-me para não revelar. "

Conchita, estou com tanto medo!

Sorrindo, ela pegou a amiga pelo braço:

"Sim, mas depois do Aviso, tu amarás muito mais a Deus."

Um aspecto complementar das declarações de Conchita  é nos fornecido por Jacinta, em Fevereiro de 1976:

"O Aviso será de muito curta duração, alguns minutos; mas esse pouco tempo tornará-se-á tremendamente longo, pela dor que nos causará... Virá sobre nós como um fogo do céu, que repercutirá profundamente no interior de cada um. À sua luz veremos com toda a clareza o estado da nossa consciência, veremos o que significa perder a Deus, sentiremos a acção purificante de uma chama abrasadora. Em resumo, será como passar pelo juízo particular ainda em vida, na intimidade de cada um".

 

QUANDO ACONTECERÁ O AVISO?

Citação de Jacinta González, em Agosto de 1989, sobre o Aviso:

" O Aviso está associado a uma " invasão " em Roma, em que o comunismo jogará um papel muito importante. E que estes acontecimentos teriam lugar antes do Aviso, que ocorreria quando a situação estiver no seu pior momento".

 Esta purificação tem por fim deixar-nos em forma para o Milagre; de outra maneira, como poderíamos resistir à sobre-humana e maravilhosa experiência que haveremos de ter no Milagre? Talvez fosse por não ter passado previamente pelo Aviso que ocorreu a morte do padre Luís Andreu, horas depois de ter contemplado aquilo que nem as meninas ainda viram.