Meditação do Pe. Justo Lofeudo sobre a morte de Joey

02-07-2014 17:16

Meditação do Pe. Justo Lofeudo sobre a morte de Joey

Traduzido pelo apostolado de Garabandal em língua portuguesa

Com a morte de Joey Lomangino, iniciaram-se uma série de questões em relação a Garabandal. Muitos esperavam que se cumprisse o que tinha sido dito, que Joey recuperaria a vista no dia do Milagre e entre eles estão agora aqueles que duvidam ou que deixaram de crer na veracidade dos acontecimentos de Garabandal.

Deixaram de crer sobretudo aqueles que estavam pendentes dos cálculos sobre o Aviso e sobre o Milagre anunciado.

Ao contrário, seguirão apenas acreditando, e com mais força ainda, quem julgarem autênticas as aparições em virtude das suas mensagens. Uma vez que ainda nenhum fenómeno extraordinário ocorreu (o que não foi bem assim, já que houve no passado tantos acontecimentos sobrenaturais neste lugar), bastam apenas as duas mensagens do início e do fim das aparições de há 50 anos atrás, para crerem que não podiam ser inventadas, nem sequer pelos sacerdotes, quanto mais por aquelas meninas que ignoravam sobre aquilo que se passava no interior da Igreja e que agora está a acontecer.


O mais importante não é adivinhar datas, mas sim vivê-las. E isto é o que mais importava a Joey. Ele, não especulava sobre datas nem perguntava a Conchita a respeito do Milagre, que segundo se sabe, deveria beneficiá-lo. Isso não lhe preocupava. O que quase nada se sabe é que Joey tinha oferecido os seus olhos a Deus por Garabandal. O seu maior empenho era viver as duas mensagens e difundi-las para que todos a pudessem vivê-las.


Há algo que nestes momentos deveríamos todos ter muito em conta: a mensagem que Conchita deu a Lomangino era privada e por isso não há que a torna-la pública, nem muito menos para que as pessoas a tomem como referência para os seus próprios cálculos de saber quanto tempo faltava para que os acontecimentos ocorressem. A prova maior é que a mensagem da Nossa Senhora a Joey sobre os “ novos olhos”, não afetou o seu principal destinatário, porque Joey Lomangino seguiu com o seu apostolado enquanto as forças o assistiram e permitiram. Só ele podia entender aquilo dos “novos olhos”, olhos novos da fé, da alegria (sempre manteve o seu óptimo humor), do olhar que supera a cruz, e não só a suportava como também via nela o poder da salvação quando é unida à cruz de Cristo. Este olhar de fé que fez no seu caso, sofrimento de oblação, uma oferta a Deus por tudo aquilo que mais amava: que a Virgem Santíssima fosse escutada e seguida em tudo aquilo que disse em Garabandal.


Para além disso, sabia-se que no final muitos deixariam de crer em Garabandal. Sabia-se já algum tempo que algo havia de acontecer que provocaria este descrédito. Mais de uma situação podem ser as causas de tudo isto: o decorrer do tempo que fez perder a tensão original e o entusiasmo, para os que esperam ansiosamente o Aviso e que tarda em vir, duríssimas provas no futuro, desconcerto e confusão e também sobre algo que estava assegurado que iria ocorrer e logo não se cumpriu. Nesta última categoria caíram muitos no caso do falecimento de Lomangino, que morre cego. No entanto, paradoxalmente, esta morte torna-se para outros num sinal claro que este tempo é o indício da aproximação do fim, porque se disse “ no final, muitos deixarão de acreditar”..

Sinais existem e agora mais do que nunca, para quem os quiserem ver. Sinal claro é a morte do apóstolo de Garabandal que originou este artigo, nada menos que o 18 de Junho, aniversário da primeira aparição do Arcanjo S. Miguel e da segunda mensagem de 1965!
Resulta claro, que HÁ QUE DEIXAR DE PENSAR quando será o Aviso, que certamente virá como um ato de Misericórdia Divina, ou qual é a data do Milagre, que também virá porque a Santíssima Virgem o disse. Dêmo-nos por avisados e permaneçamos em alerta. O urgente é convertermo- nos nos dias de hoje, e que tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, dependa a nossa eternidade. Não imaginar como será o amanhã. “Assim que não vos preocupeis sobre o amanhã, o amanhã se cuidará de si mesmo. …” (Mt 6,34).


Em definitivo, esta é mais uma prova de fé sobre Garabandal, como uma espécie de divisor de águas. Dela devemos tirar a conclusão correcta, que é – como já se disse- ignorar os cálculos de supostos expert´s e só ocuparmo-nos seriamente em vivermos as mensagens sinceras e diretas de uma Mãe que não quer ver os seus filhos condenados.
Tu segues Garabandal? Preocupa-te que Joey Lomangino tenha morrido cego? Faz tudo aquilo que a Mãe de Deus tem vindo a pedir-nos: ou seja fazer uma boa vida segundo o critério de Deus, visitar frequentemente o Santíssimo Sacramento; fazer sacrifícios e penitências. Fazemos isso? Preocupamo-nos com tudo isso no nosso dia-a-dia? Visitamos, adoramos o Santíssimo com frequência, semanalmente ou diariamente? Fazemos jejum, e privamo-nos de algo por Deus?


No núcleo das mensagens e acontecimentos de Garabandal está a Eucaristia. É a Eucaristia quem devemos honrar e guardar a máxima devoção e respeito porque é a mesma pessoa de Cristo. Dar-lhe a importância devida como pede a Virgem Maria, significa que ela deve estar no centro da nossa vida espiritual e ser celebrada e participada com dignidade e unção.
As mensagens são uma unidade, em que tudo tem a ver com tudo. Assim, a devoção e o respeito pela Eucaristia, exige também a purificação do coração, a reconciliação com Deus que supõe também a reconciliação com o irmão, a quem perdoamos as ofensas ou repararmos o mal que cometemos. É de um coração assim, que a oração é escutada e que é possível meditar com frutos a Paixão do Senhor, e que nos exorta a Virgem Santa Maria. Meditá-la também, levará a abandonar-nos a Ele, sem temor nem especulação alguma. 
P. Justo António Lofeudo


Na festividade solene do Corpus Christi, Junho 2014