Carta de D. Rolando para a Quaresma 2013

17-02-2013 21:10

 

CARTA PASTORAL DA QUARESMA 2013 

                   

                                                                 13 de Fevereiro de 2013, Paróquia de Garabandal

 

Queridos irmãos,

 

No início da Quaresma deste ano de 2013, quero partilhar convosco esta breve reflexão, à luz do tempo litúrgico que estamos presentemente a viver.

Convido-te a ler com Fé, a renúncia do nosso querido Bento XVI, e a compreender que as coisas de Deus e o tempo de Deus, são de Deus. Devemos sempre viver com profunda fé, esperança audaz e comunhão eclesial, os acontecimentos da nossa Igreja.

 

A Nossa Mãe não falha nas suas palavras e citações. Mas isto, exige de nós que sejamos sérios e autênticos cristãos da Igreja de Cristo, sem rodeios, nem comportamentos que não correspondem ao amor da Virgem, nem à sua mensagem. Ela, leva-nos sempre a Cristo, à verdade do Evangelho e à Sua Igreja. Oremos com um coração limpo por este momento Eclesial.

A Quaresma é um tempo profundo e peculiar para colocarmos o sentido na nossa vida e qualidade ao nosso Baptismo. É um tempo forte e exigente para homens e mulheres, capazes de enfrentar de forma valente a sua vida com a verdade do Evangelho.

 

A hora presente do nosso mundo e da nossa Igreja, pode também ser a hora da Graça e da Conversão. É a hora de verificarmos com realismo, que tipo de pessoas e de crentes somos todos nós. A conversão não consiste num pequeno “ remendo” (MC 2, 21-22), mas numa linha de dor que atravesse o nosso interior para vivermos de maneira distinta. É sabermos escutar no silêncio da oração, na sinceridade do jejum e na alegria da esmola, as palavras do Apóstolo São Paulo: “ Em nome de Cristo vos suplicamos: reconcilia-te com Deus” (2 Cor. 5,20).

É a hora para reavivarmos o fogo do nosso Baptismo. Corremos o risco de ficarmos com a monotonia da Fé, com a apatia da esperança e de esquecer o compromisso fraterno do amor. Por esse motivo, a Quaresma deve ser sempre tempo de luz, de alegria e de impulso Pascal.

 

De luz: Porque devemos ajudar a iluminar a nossa identidade de crentes, para descobrir a mediocridade que hoje vivemos à luz do Evangelho. Todo o tempo Quaresmal deve ser novidade para o vivermos com uma fé profunda e verdadeira, a nossa Fé em Jesus Cristo.

 

De impulso: É tempo de fortaleza, para encontrarmo-nos com Deus, que olha sempre para a frente e nunca para trás  (Lc 15, 11-24). É tempo de encontrarmo-nos com nós mesmos, aceitando a nossa pobreza e as nossas limitações, contudo, dispostos a superar sempre e a encontrarmo-nos com os demais num diálogo fraterno e comprometido. É neste tempo da Quaresma, que o ambiente nos convida a uma reflexão sincera e séria, numa escuta atenta, alegre e de conversa com a palavra de Deus, pois vivemos demasiados ligeiros de fé, esperança e caridade, no nosso interior, e por isso necessitamos de alimentarmo-nos das profundas raízes do nosso ser.

Devemos celebrar a Quaresma de uma forma especial, o Sacramento da Reconciliação, que nos leve a encontrar o Sacramento da Eucaristia com a profundidade necessária.

 

De alegria Pascal: Toda a conversão assumida e acolhida como um compromisso vital do nosso ser, leva-nos a ser homens e mulheres novos da levedura Pascal, da alegria de descobrir o nosso Emaús, a Cristo, que nos é revelado na Eucaristia.

 

Que Maria, mulher orante no silêncio e em compromisso, viva connosco este tempo de Graça, Luz e Amor, que é a Santa Quaresma.

 

José Rolando Cabeza

Pároco de Garabandal