A visita de Conchita, uma das videntes de Garabandal, ao Vaticano.

10-03-2011 01:14

A Igreja Católica sempre esteve bastante atenta aos acontecimentos ocorridos em Garabandal. A principal vidente, Conchita Gonzalez, por exemplo, foi notificada para comparecer em Roma duas vezes. Na primeira vez, em 1966, foi convocada pelo Cardeal Alfredo Ottaviani, Perfeito do Santo Ofício (agora chamada Congregação para a Doutrina da Fé), o qual interrogou-a na presença de outros membros dessa alta instância eclesiástica. Durante esta visita ao Vaticano, Conchita foi ainda convidada para uma audiência privada com o Papa Paulo VI que lhe dirigiu estas palavras:

 

 

 

“Eu te abençoo, Conchita, e comigo te abençoa toda a Igreja.”

 
 

Mais tarde, ainda o Papa Paulo VI se pronunciou publicamente sobre o assunto dizendo:

 

 

 

“Garabandal é a obra mais maravilhosa da humanidade, depois do nascimento de Jesus. É a segunda vida da Santíssima Virgem nesta terra. É importantíssimo dar a conhecer ao mundo estas mensagens.

 

 

 

 

 

Foi também durante a sua primeira viagem a Roma que Conchita González visitou San Giovanni Rotondo, onde foi recebida pelo famoso santo estigmatizado Padre Pio de Pietrelcina. Directamente relacionado com a história das aparições de Garabandal, o Santo Padre Pio confirmou a veracidade das manifestações celestes às quatro meninas do norte de Espanha. Na verdade, Nossa Senhora já tinha, em 1962, prometido de este sacerdote assistiria, por antecipação, ao Milagre de Garabandal.

Em Dezembro de 1967, Conchita González foi chamada novamente a Roma, mas desta vez pelo Cardeal Franjo Seper, sucessor do Cardeal Alfredo Ottaviani como Perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Realizou essa segunda viagem em Fevereiro de 1968. Não se souberam grandes pormenores sobre o encontro, na medida em que a Santa Sé impôs a Conchita total silêncio acerca desse mesmo encontro com os superiores eclesiásticos.

Mais detalhes sobre a viagem ao Vaticano

 

Por uma bem expressa ordem, o Cardeal Ottaviani diz ao Padre Luna, professor do Seminário de Zaragoza, em Espanha:

 

          - “Com ou sem autorização da cúria Episcopal de Santander, traga-me a Roma as videntes de São Sabastião de Garabandal”.

 

Conchita chegou a Roma, acompanhada por sua mãe, pelo Padre Luís Luna e pela Princesa Cecília de Bordón-Parma. Foi recebida e interrogada, durante mais de duas horas, pelo Perfeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Ottaviani, como também pelo Cardeal Merella, o qual se fazia acompanhar por dois componentes da Cúria Romana.

 

O cardeal Ottaviani expressou, em diversas ocasiões, ao Padre Luís Luna, a sua alegria e quis entrevistar também as restantes videntes. Acabou mesmo por lhe confiar que, entre todas as Aparições que se tinham estudado no Vaticano, as mais interessantes eram, sem dúvida, as de São Sebastião de Garabandal.

 

O cardeal transmitiu ao Padre Luís Luna o desejo que o Papa Paulo VI manifestara de falar com a vidente Conchita, apesar das dificuldades que lhe punha o responsável de quem dependia o Secretariado das Audiências. Entretanto, Conchita entrevistou-se com o confessor do Santo Padre, a quem anunciou a data do Milagre. Este Bispo abençoou-a, em nome do Papa, com as seguintes palavras:

 

 

              -“Em nome do Santo Padre, o Papa Paulo VI, eu te abençoo e, comigo, te abençoa toda a Igreja”.

 

 

No dia seguinte, e sem o esperar, o Santo Padre recebeu Conchita e, no final do encontro, repetiu-lhe justamente a mesma bênção que, no dia anterior, lhe tinha enviado pelo seu próprio confessor:

 

 

          -“Conchita, eu te abençoo e, comigo, te abençoará toda a Igreja”.

 

 

No dia 1 de Novembro, Conchita afirma que também ao Cardeal Ottaviani havia dito a data do Milagre. Durante a estadia de Conchita em Roma, e de quem a acompanhava, alguém muito íntimo do Papa os acompanhou a São Giovanni Rotondo, a visitar o Padre Pio; e este recebeu-os com particular alegria.

Existe uma carta-autografada de conchita ao Padre Gustavo Morelos, no seu regresso do Vaticano, em Janeiro de 1966, que diz o seguinte:

 

         - “Reverendo Padre: A minha viagem ao Vaticano foi muito feliz, tudo correu muito bem. Mandaram-me guardar segredo e por isso não posso ser mais explícita”.

 

 Esta alegria tão marcada de Conchita, sabendo nós quão discreta que é, tem um grande significado.