A profecia dos Papas de S. Malaquias e do Monge de Pádua até ao fim dos tempos

21-11-2011 17:28

 

 

S. Malaquias Nasceu em Armagh,  Irlanda, em 1094 na família O'Morgair, segundo São Bernardo de Clairvaux. Foi batizado com o nome de Maelmhaedhoc (latinizado como Malaquias). Foi educado por Imhar O'Hagan e depois pelo abade de Armagh. Foi ordenado sacerdote por St. Cellach (Celsus) em 1119.

Depois de sua ordenação, continuou seus estudos de liturgia e teologia em Lismore, San Malchus. Em 1123 foi eleito abade de Bangor e um ano mais tarde foi consagrado bispo de Connor. Em 1132, foi elevado à primazia de Armagh. São Bernardo diz que São Malaquias sentia um grande zelo pela religião.

Com a morte de São Celso,  São Malaquias foi nomeado Arcebispo de Armagh em 1132, ainda que por sua grande humildade fosse custoso aceitá-lo. As intrigas não lhe permitiram assumir o cargo por dois anos. Em três anos restaurou a disciplina eclesiástica em Armagh.

Em 1139 viajou a Roma e no caminho visitou São Bernardo em Clairvaux. Em Roma foi nomeado legado da Irlanda. Regressando via Clairvaux conseguiu cinco monges para fundar na Irlanda a grande abadia de Mellifont em 1142.

Numa segunda viagem a Roma,  São Malaquias adoeceu chegando a Clairvaux e morreu nos braços de São Bernardo em 2 de Novembro.

São atribuídos a ele muitos milagres, mas pelo que mais é lembrado é por seu dom de profecia. Entre elas, a mais famosa, é a que faz referência aos papas. Foi canonizado pelo Papa Clemente III em 6 de Julho de 1190. Sua festa é celebrada em 3 de Novembro.

 

 

Profecia de S. Malaquias sobre os Papas até ao fim dos tempos

 

A mais famosa das profecias atribuídas a São Malaquias é sobre os Papas. Está composta de "lemas" para cada um de 112 Papas, desde Celestino II, eleito em 1143, até o fim dos tempos.

Estes "lemas" descritivos dos Papas podem referir-se a um símbolo do país de origem, ao nome, ao escudo de armas, ao talento ou a qualquer outra coisa referente ao Papa. Por exemplo, o lema de Urbano VIII é Lilium et Rosa. Ele era de Florência, Itália, cujo escudo aparece a flor-de-lis.

As profecias estiveram perdidas até o século XVI, quando foram publicadas com o livro "Lignum Vitae" do historiador beneditino Arnold Wion. Segundo o abade Cucherat (1871), São Malaquias escreveu a profecia em Roma, entre os anos 1139 e 1140 quando visitava o Papa Inocêncio II para lhe reportar os assuntos de sua diocese. Então entregou seu manuscrito ao Papa para consolá-lo nas suas tribulações. O Papa guardou o manuscrito nos arquivos romanos onde ficou esquecido até sua descoberta em 1590 (Cucherat, "Proph. de la succession des papes", ch. xv).

 

Lista dos Papas até ao fim dos tempos ( aqui apenas colocamos os últimos escritos de uma lista vasta de 112 Papas)

(.....)

• 101: "Crux de Cruce" (A Cruz da Cruz). Pio IX (1846-1878) 

·        
• 102: "Lumen in Caelo" (A Estrela no Céu). Leão XIII (1878-1903). 
• 103: "Ignis Ardens" (O Fogo Ardente). Pio X (1903-1914) 
• 104: "Religio Depopulata" (A Religião Despovoada). Bento XV (1914-1922). 
• 105: "Fides Intrepida” (A Fé Intrépida). Pio XI (1922 –1939). 
• 106: "Pastor Angelicus” (O Pastor Angélico). Pio XII (1939-1958). Reconhecido como um grande intelectual e defensor da paz. 
• 107: "Pastor et Nauta” (Pastor e Navegante). João XXIII (1958-1963). João XXIII foi Cardeal de Veneza, cidade dos navegantes. Conduziu a Igreja ao Con. Vat II. 
• 108: "Flos Florum” (A Flor das Flores). Paulo VI (1963-1978). Seu escudo contém a flor de lis (a flor das flores). 
• 109: "De Medietate Lunae” (Da Meia Lua). João Paulo I (1978-1978). 
Seu nome era “Albino Luciani” (luz branca). Nasceu na diocese de Belluno (do latim bella luna). Foi eleito em 26 de agosto de 1978. Na noite de 25 a 26 a lua estava em “meia-lua”. Morreu depois de um eclipse da lua. Também seu nascimento, sua ordenação sacerdotal e episcopal ocorreram em noites de meia-lua. 
• 110: "De Labore Solis” (Do Trabalho do Sol). João Paulo II (1978-2005). 
Foi capaz de um trabalho extraordinário e extenso. Nos dias de seu nascimento e morte houve eclipses solares.
• 111: "De Gloria Olivae” (Da Glória da Oliveira). Bento XVI (2005-). Toma seu nome por São Benito e Bento XV. Os Beneditinos tiveram uma ramificação chamada os "olivetans". Benedito XV destacou-se por seus esforços pela paz durante a Primeira Guerra Mundiall.

• 112: "Petrus Romanus” (Pedro Romano).

 

“Na última perseguição à sagrada Igreja Romana reinará Petrus Romanus (Pedro Romano), que alimentará as suas ovelhas no meio de tribulações, passadas as quais a cidade das sete colinas será destruída e o temido juiz julgará o seu povo. Fim.”

 

 

As profecias do Monge de Pádua foram publicadas pela primeira vez em Veneza em 1527 sob o título De magnis tribulationibus et Statu Ecclesiae.  Sua publicação é, portanto, anterior à publicação da profecia de São Malaquias, encontrada no Vaticano. Assim, como a lista de Malaquias, a lista do Monge de Pádua associa poucas palavras a cada um dos Papas, mas é menor, possuindo apenas 20 nomes. Os últimos seis Papas da lista receberam as seguintes palavras:  

 

"Homem de grande humanidade que fala francês"

 

João XXIII (Papa de 1958 a 1963) 

Ele falava francês e foi núncio apostólico em Paris antes de se tornar patriarca de Veneza, além de ter sido um homem de grande humanidade. Iniciou seu pontificado visitando prisioneiros em Roma e os pobres nos hospitais. 

 

"A sombra do AntiCristo começará a obscurecer a Cidade Eterna"

Paulo VI (Papa de 1963 a 1978) 

Num discurso de 7 de dezembro de 1968, o Papa Paulo VI disse que "a fumaça de Satanás" tinha penetrado na Igreja por alguma fenda. 

 

"O pastor da laguna; O seu reinado será tão rápido como a passagem de uma estrela cadente." 
João Paulo I (Papa em 1978) 

João Paulo I faleceu um mês depois de sua eleição. 

 

"Virá de longe e manchará a pedra com seu sangue"

João Paulo II (Papa de 1978 a 1999). Estará relacionado com o atentado que sofreu no dia 13 de Maio de 1981.

 

"Semeador de paz e de esperança em um mundo que vive suas últimas esperanças". 
 Bento XVI, Semeador da paz, da concórdia e da esperança. Foi este Papa que designou no final do seu mandato, o " ano da Fé", em momentos difíceis de falta de esperança. Esforçou-se por conciliar os cristãos com as várias religiões e dar sinais de esperança ao mundo cada vez mais distante. 

 

"Ele chegará a Roma de uma terra distante para encontrar tribulação e morte".   
Último Papa da lista. Será marcada pelas perseguições finais aos cristãos. Depois deste tempo de penúria para a Igreja, surgirão novos tempos para a Igreja.