A importância do Escapulário foi realçada em Garabandal. Leia esta história

22-09-2016 22:38

UMA NOIVA EM GARABANDAL: A MEDALHA DO ESCAPULARIO

Esta história teve lugar durante o casamento da noiva, Jacinta Cosío Mazon e do noivo José Ramon Gonzalez Gonzalez. Obviamente, que esta Jacinta Cosío não se tratava da menina visionária Jacinta Gonzalez que na altura era muito mais nova que esta noiva.

Este acontecimento teve lugar durante o primeiro ano das aparições, em 1961. Não sabemos qual era a data exacta, mas sabemos que em Garabandal não era costume celebrar-se casamentos durante o verão, uma vez que as maiorias das pessoas durante esse tempo encontravam-se ocupadas com os afazeres do campo com o objectivo de assegurar a sobrevivência das suas famílias e dos seus animais domésticos durante os rigorosos meses de inverno. Por isso o tempo de verão, não era um tempo de descanso em Garabandal. Por essa razão, os casamentos só tomariam lugar após o fim do verão. Se alguém decidisse marcar o seu casamento para o verão, sabiam que a sua lua-de-mel consistiria em levantar-se cedo e ir trabalhar para os campos.

O casamento de Jacinta e José teve lugar de forma pacífica. Como costume, algumas das mulheres da aldeia tinham preparado uma refeição para a festa do casamento que teve lugar na taverna do Ceferino, que pertencia ao pai de Mari Loli, uma das videntes de Garabandal. A taverna estava situada no rés-do-chão da casa, e os quartos ficavam situados no primeiro andar. De repente, uma das pessoas presentes na festa, avisa as restantes pessoas sobre algo inesperado e todos ficam em silêncio. Todos olham então para as escadas que dava acesso ao primeiro andar desta casa e observam que Mari-Loli (uma das videntes) estava a descer em estado de êxtase (significa que estava a ter a visão de Nossa Senhora).

Manolita Mazon, uma das convidadas do casamento descreve o que aconteceu:

“ Loli estava a descer as escadas de costas, de joelhos, com a cabeça esticada para cima, mas é difícil de descrever o que aconteceu isto porque se um de nós tentasse fazer o mesmo que ela fez, certamente que teríamos caído e magoado a sério. Mesmo assim, Loli desceu as escadas de forma harmoniosa, sem mostrar nenhum tipo de desconforto, dificuldade ou fadiga. As suas mãos estavam junto ao peito, a saia perfeitamente colocada, contrariando a lei da gravidade, uma vez que seria de esperar que a saia tivesse subido, mas isso não aconteceu, e os seus joelhos estavam modestamente cobertos.”

 A sua face transparecia o estado de êxtase em que se encontrava e falava de forma tranquila e com alegria com a sua Visão. Na realidade, qualquer pessoa com vontade para abrir os olhos, veria que em qualquer êxtase que ocorresse em Garabandal, prodígios e milagres aconteciam sempre e desafiavam as próprias leis naturais.

Quando Mari Loli chegou ao fim das escadas, levantou-se facilmente e olhando na mesma para a sua Visão, saiu da taverna. Assim que saiu de lá, os convidados regressaram para a festa de celebração do casamento. Como de costume, havia sempre na aldeia pessoas de fora que queriam ver um êxtase das meninas videntes. Para onde foi Mari Loli? Ela foi diretamente para uma casa (casa de grandes dimensões, la “casona”), situada mesmo em frente e onde morou a noiva. Ela tinha crescido juntamente com os avós maternos. Naqueles tempos, as casas em Garabandal não se encontravam fechadas. Loli entrou dentro dessa casa e sem saber a disposição das divisões dessa habitação, entrou directamente no quarto de Jacinta, abre uma das gavetas de uma mesinha e tira para fora um escapulário medalha de Nossa Senhora do Carmo.

Porque é que Mari Loli fez isto? O que é que tinha acontecido? Foi neste mesmo quarto que a noiva Jacinta tinha-se preparado para o seu casamento e onde tirou o escapulário medalha que sempre tinha consigo e substituído por um elegante colar. A medalha do escapulário tinha assim sido colocada nessa gaveta que Mari Loli posteriormente encontrou.

Quantas pessoas, incluindo da sua família, sabiam que Jacinta não estava a usar a medalha do escapulário? Provavelmente nem a sua mãe, nem a sua avó sabiam disto. E mesmo se soubessem, saberiam onde Jacinta a tinha colocado? Provavelmente não. Nossa Senhora sabia e guiou Mari Loli sem qualquer hesitação até ao lugar exacto donde se encontrava a medalha.

Loli tirou a medalha e com a mesma velocidade com que entrou na casa, regressou de novo para a taverna. Ela foi ter com a noiva, sempre olhando para cima para a sua Visão. Guiada entre os convidados ali presentes, ela coloca-se em frente à Jacinta e com um movimento, ela coloca a medalha escapulário no pescoço da Jacinta e ao mesmo tempo diz ao ouvido dela:

“ Nossa Senhora disse-me para tu não voltares a tirar.”

 

Presumimos que Jacinta nunca mais voltou a tirar o escapulário.

Para compreendermos este gesto, será importante lembramos as promessas que Nossa Senhora realizou para todos aqueles que usarem o escapulário.

Ao usarmos o escapulário, estamos a consagrarmo-nos a Maria Santíssima. Com este gesto, estamos a colocarmo-nos debaixo do seu manto protector. Ela não quer que nenhuma das suas criancinhas fiquem sozinhas e por isso Ela quer proteger todos aqueles que se consagrarem a ela. Ela sabe bem quais são as nossas fraquezas e por isso não nos quer fora da sua protecção porque ela sabe que há que estar sempre em alerta total contra o inimigo.

 

Traduzido para português pelo apostolado de Garabandal em língua portuguesa, 22 de Setembro de 2016  

Fonte: Garabandal Jornal , edição Abril de 2016