Agosto 66 - Outubro 68

 

Agosto e Setembro de 1966- período das negações e dúvidas

Desde o início das aparições, Nossa Senhora alertou regularmente as meninas videntes, que determinado dia das vidas delas, " elas irão contradizer-se em si e negar que tinham visto Nossa Senhora ". Na locução que Conchita teve no dia 13 de Fevereiro, Nosso Senhor voltou a mencionar este período de negações que estaria para vir.

Mari- Cruz foi a primeira das quatro a negar que tinha visto Nossa Senhora, a 12 de Setembro de 1962. Depois foi Mari-Loli e Jacinta que ficaram em dúvida, em Janeiro de 1963.

Loli e Conchita estavam na companhia do D. José Olano, o novo Pároco de Garabandal quando elas confessaram a este Sacerdote os seus problemas . Conchita pediu a D. Olano para informar o Bispo de Santander, Monsenhor Puchol, para que fosse possível a marcação de uma entrevista. Estava-se no verão de 66 e foi nesta altura que o período das negações atingiu o seu pico mais elevado. No dia 15 de Agosto desse ano, no final do Rosário, Mari-Loli e Conchita sentiram de repente remorsos e sentimentos estranhos no sentido em que tinham enganado meio mundo.

A entrevista de Conchita com o Monsenhor Pushol teve lugar a 30 de Agosto de 1966, em Pamplona, e durou aproximadamente sete horas.No final desta entrevista, Conchita admitia que " tudo isto foi mentira". Entretanto, houveram mais encontros entre o Monsenhor Puchol e as meninas, nomeadamente nos dias 2, 7 e 27 de Setembro desse ano. 

 

7 e 14 de  Janeiro de 1967

 

Em Janeiro de 1967, Conchita por um lado, Mari-Loli e Jacinta pelo outro, escreveram duas cartas ao Monsenhor Manuel Pio López, Aecebispo de Talapa ( México), pelo favorável testemunho que o mesmo tinha feito a respeito de Garabandal. O prelado, no 8 de Julho de 1966, respondeu  publicamente a  Monsenhor Phipipe, na altura membro da Congregação da Doutrina da Fé, sobre a autenticidade destes acontecimentos:

" O facto que o Padre Pio, conhecido pelas suas virtudes, pelo seu conhecimento e pela sua fidelidade à Santa Sé, aprove estas aparições e tenha encorajado as meninas videntes a divulgar a mensagem da Santíssima Virgem, é uma forte prova da autenticidade destas aparições."

 

17 de Março de 1967

 

Monsenhor Vincente Puchol, sucessor do Monsenhor Aldazábal, reportou nas suas notas o seguinte:

".....1- Não existiu nenhuma aparição, nem da Nossa Senhora, nem do Arcanjo, nem de nenhuma outra pessoa do Céu.

2- Não houve nenhuma mensagem

3- Todos os eventos ocorridos em Garabandal, têm explicação natural...."

No dia 19 de Março de 1967, a televisão espanhola tomou pública estas notas.

 

8 de Maio de 1967

O Monsenhor Puchol morre num acidente misterioso de automóvel.

 

29 de Setembro de 1967- espírito de obediência  à Santa Igreja

No local da rocha onde S. Miguel apareceu em uma das vezes, um determinado grupo de " promotores de Garabandal ", decidiram construir, de forma prematura, uma capela em honra ao S. Miguel. Eles iniciaram esta construção, tomando como base as revelações de uma falsa vidente, supostamente alguém com carácter místico. Na noite da Festa de S. Miguel, Conchita tomou a decisão de não se juntar a esse grupo, decidiu no entanto subir até aos " pinos " para rezar juntamente com um grupo de amigos. Enquanto ela e os seus amigos desciam a montanha em oração, foi visto uma estrela em forma de rosa a pairar sobre elas.

 

5 a 19 de Fevereiro de 1968 - Segunda viagem a Roma

Neste dia Conchita realizou a sua segunda viagem a Roma. O Vaticano cobriu todas as despesas. Nesta viagem, foi consigo a sua Mãe, Aniceta, e o Padre Luna. A vidente foi recebida pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, mas desta vez sem a presença do Cardeal Ottaviani. Sabemos muito pouco sobre o que foi dito neste encontro, aliás, Conchita foi bem mais discreta durante esta segunda viagem que quando realizou a segunda.

 

16 de Outubro de 1968 - O encontro em  Lourdes

 

Quando o Padre Pio morreu, em Setembro de 1968, Conchita ficou muito perplexa. Nossa Senhoraq tinha-lhe dito profetizado que o Padre Pio iria ver o futuro milagre, no entanto isso parece não ter acontecido...

No entanto, a 16 de Outubro do mesmo ano, Conchita recebe um telegrama de Lourdes. Este telegrama foi enviado por uma senhora que era conhecida entre elas. No telegrama, a sua amiga demonstrou dar a entender alguma urgência para que Conchita pudesse ir o mais rapidamente a Lourdes, para lhe entregar uma carta do Padre Pio.

A carta era datada do dia 22 de Agosto,de 1968

" Eu rezei muito a Nossa Senhora para que a conforte e a oriente no caminho da santidade. Eu abençoo-a com todo o meu coração. !

 Padre pellegrino

 

Esta nota foi ditada pelo Padre Pio nesse dia, na altura a festa do Imaculado coração de Maria ao Padre Pellegrino, Superior do mosteiro de S. Giovanni Rotondo. A carta em si foi trazida pelo Padre Franciscano Bernardino Cennamo. Ele próprio tinha estado em Garabandal a 18 de Junho de 1965, e testemunhou ele próprio o espectacular êxtase de Conchita. Por outro lado, o famoso Padre Pio mandou que o Padre Bernardino entregasse pessoalmente a Conchita, o véu que foi usado para cubrir a face do Padre Pio, após a sua morte, uma fantástica relíquia que Conchita recebeu em Lourdes. O próprio Padre Bernardino informou Conchita que o Padre Pio viu o futuro milagre, pouco tempo antes de morrer. " Ele disse-me, ele próprio ", insistiu por diversas vezes o Padre Bernardino. Alguns dias mais tarde, Conchita enviou uma carta ao Joey, informando-o sobre esta notícia